Presidente da Petrobras diz que empresa negocia retomada de refinaria vendida por Bolsonaro

A Petrobras abriu investigação para avaliar a venda da refinaria. Relatório da CGU já apontara que a venda ocorreu em uma transação com preço abaixo do mercado

Em uma viagem ao Oriente Médio, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, anunciou que está construindo uma parceria estratégica com o fundo árabe Mubadala Investment Company. O objetivo é retomar a operação da Refinaria Landulpho Alves, conhecida como RLAM, localizada em Mataripe, na Bahia.

A RLAM foi privatizada e vendida aos árabes durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, em novembro de 2021, como parte da política de desinvestimentos da Petrobras. No entanto, desde que Luiz Inácio Lula da Silva assumiu a presidência, sua equipe tem buscado reverter essa decisão.

Em uma publicação no antigo Twitter (agora chamado de X), Prates revelou que se reuniu em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, com Waleed Al Mokarrab Al Muhairi, presidente do conselho do Mubadala Capital. As equipes gerenciais e técnicas de ambas as partes têm trabalhado intensamente para estabelecer uma parceria que visa recuperar a operação da refinaria de Mataripe.

“Acertamos que nossas equipes intensificarão os trabalhos logo após o Carnaval, com o objetivo de finalizar a nova configuração societária e operacional ainda neste primeiro semestre de 2024”, afirmou Prates.

Embora o presidente da Petrobras não tenha fornecido mais detalhes sobre o negócio, vale destacar que, no mês passado, a empresa abriu uma investigação administrativa para avaliar a venda da refinaria de Mataripe. Essa investigação foi uma resposta à divulgação de um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), que apontou que a venda da refinaria ocorreu em uma transação com preço abaixo do mercado.

Com informações da Folha de S.Paulo

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