Porto Alegre entrará a partir de hoje em um regime de racionamento de água. Com o desligamento de uma estação de tratamento durante a tarde, cerca de 85% da população estará desabastecida pelo Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae). A medida partiu de um decreto do prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), assinado nesta segunda-feira (6).
Das seis estações de tratamento do departamento, cinco estão desligadas. A única em funcionamento é a ETA Belém Novo, que opera com capacidade reduzida.
A determinação do Executivo municipal, publicada no Diário Oficial de Porto Alegre, descreve que a água distribuída pelo município deve ter como função exclusiva o “abastecimento” e “consumo essencial”.
O documento detalha que, neste cenário, atividades como lavagens de automóveis, calçadas, fachadas, jardins, salões de beleza, clínicas estéticas, academias e pet shops devem ser evitadas, a fim de preservar água.
– Estamos vivendo um desastre natural sem precedentes em Porto Alegre e no Rio Grande, e todos precisam contribuir. O desabastecimento é real e vai levar tempo até ser retomado com regularidade. Estamos buscando alternativas em diferentes frentes, mas a consciência de cada cidadão é decisiva para não piorar o cenário – disse o prefeito.
Mais cedo, Melo anunciou o abastecimento da capital por caminhões-pipa em pontos estratégicos.
– Não tem água suficiente estocada. O estoque de água no Rio Grande do Sul diminuiu muito – afirmou. – Vou botar o caminhão num campo de futebol de várzea, as pessoas vão lá buscar água e também levar suas bombonas, levar suas garrafas porque eu não tenho condições de passar de casa em casa.
Ainda no sábado (6), Melo fez um apelo à população para que racionasse água, em entrevista à RBS TV. Na ocasião, ele afirmou que, em razão do Guaíba estar em um nível muito elevado, não era possível ativar as bombas das estações, pois iriam queimar.
Com informações do g1.





