Prédio do Clarín, maior jornal da Argentina, é atacado com coquetéis molotovs e suspeitos conseguem fugir

Um grupo de pelo menos nove pessoas atacou a sede do Clarín na noite de ontem, em Buenos Aires, capital da Argentina. O prédio do jornal, o maior do país, foi atingido por pelo menos 7 ou 8 coquetéis molotov, segundo informações do próprio veículo. A equipe de seguranças que vigiava o prédio detalhou que…

Um grupo de pelo menos nove pessoas atacou a sede do Clarín na noite de ontem, em Buenos Aires, capital da Argentina.

O prédio do jornal, o maior do país, foi atingido por pelo menos 7 ou 8 coquetéis molotov, segundo informações do próprio veículo. A equipe de seguranças que vigiava o prédio detalhou que o grupo de suspeitos encapuzados parou em frente a um prédio vizinho, por volta de 23h05 de ontem.

Pouco depois, eles voltam a caminhar já acendendo os coquetéis. O explosivo de fabricação caseira é feito com uma garrafa de vidro cheia de algum combustível e com um pavio no topo.

Dois ônibus de passageiros passam pela via no mesmo momento, o que atrasa o ataque em alguns segundos, mas logo as pessoas envolvidas começam a jogar as garrafas contra a sede do Clarín.

A primeira não explode. A segunda cai em uma árvore próxima à fachada e cria as primeiras chamas, com mais 5 ou 6 bombas sendo jogadas logo em seguida.

Os suspeitos conseguiram fugir, mas, apesar do susto, não houve feridos ou danos materiais. Os artefatos que atingiram a calçada ou o hall de entrada do prédio, causando um princípio de incêndio, deixaram apenas marcas escuras de combustível no chão, segundo o diário.

Os bombeiros chegaram a ir até o local, chegando por volta das 23h15, mas não precisaram intervir, já que as chamas haviam se apagado. O caso já é investigado por um juiz federal que definiu o delito como “intimidação pública”.

Informações preliminares divulgadas pelo próprio jornal dão conta de que os peritos encontraram uma impressão digital em uma das garrafas que não explodiu.

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