Preço da carne deve fechar este ano com a maior queda desde o Plano Real

O preço da carne segue caindo e deve fechar 2023 com a maior queda registrada desde o início do Plano Real. A redução prevista é de mais de 10% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). No acumulado dos últimos 12 meses, a deflação no preço das carnes foi de 11,06%. Essa redução…

O preço da carne segue caindo e deve fechar 2023 com a maior queda registrada desde o início do Plano Real. A redução prevista é de mais de 10% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). No acumulado dos últimos 12 meses, a deflação no preço das carnes foi de 11,06%. Essa redução deve chegar a 11,35% até dezembro, segundo projeções do Santander do Brasil, informa a Folha de S.Paulo. A LCA Consultores prevê uma deflação de 10,75% para o mesmo período.

A maior queda nos preços das carnes no acumulado de um ano aconteceu em 1995, quando houve redução de 10,25%. Essa baixa é menor do que a esperada para este ano, mas essa redução anual não compensaria totalmente a disparada do preço das carnes nos últimos anos.

Em 2019, as carnes fecharam o ano com alta acumulada de 32,4% no IPCA e a pressão prosseguiu nos anos iniciais da pandemia, elevando custos produtivos e levando a inflação do alimento em 17,97% em 2020 e 8,45% em 2021. No ano passado, o aumento do valor desacelerou para 1,84%.

Economistas avaliam que a queda do preço está relacionada a um cenário de ampliação da oferta no mercado interno. O abate de bovinos chegou a 8,36 milhões de cabeças no segundo trimestre, segundo o IBGE. A alta é de 12,6% em relação ao mesmo período de 2022 e de 13,4% em relação ao primeiro trimestre deste ano.

O preço das carnes tem apresentado queda mensal no IPCA desde janeiro de 2023, com nove meses consecutivos de deflação. Em setembro, a baixa foi de 2,1% e a expectativa é que haja uma nova redução em outubro. O IPCA avalia o preço de 18 cortes de carne e, até setembro, 17 delas acumularam queda de preços em 12 meses. As baixas mais significativas foram do fígado (-15,83%), do filé-mignon (-15,52%) e da capa de filé (-14,9%).

Com informações de Diário do Centro do Mundo e Folha de S.Paulo

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading