PP e União Brasil defendem Toffoli após saída de caso do Banco Master

Federação União Progressista fala em “narrativas” contra ministro do STF; Solidariedade também divulga nota de apoio

Em meio à crise envolvendo o Banco Master, a Federação União Progressista — formada por PP e União Brasil — saiu em defesa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, que deixou a relatoria do caso envolvendo a instituição financeira na Corte.

A Federação publicou nesta sexta-feira (13) uma nota pública nas redes sociais defendendo o ministro. Toffoli deixou a relatoria do caso após a Polícia Federal apontar que o nome dele aparece em dados do celular do Daniel Vorcaro, dono do Master.

A manifestação política amplia a tensão institucional em torno do caso e reacende o debate sobre pressões públicas contra ministros da Suprema Corte.

A nota é assinada pelos presidentes nacionais das legendas, Ciro Nogueira (PP) e Antonio Rueda (União Brasil), que afirmam confiar na integridade do ministro e criticam o que chamam de tentativa de criar “narrativas” para desgastar sua imagem.

“Atentar contra o ministro Toffoli é enfraquecer não só um servidor da Nação ou um Poder da República, mas sim atacar os pilares do nosso próprio sistema democrático”, diz o texto.

Para a Federação, apenas um lado da história estaria sendo repetido “inúmeras vezes sem base sólida”, gerando uma versão considerada “caluniosa”.

STF confirma saída de Toffoli e nega suspeição

Na quinta-feira (12), o STF divulgou nota assinada por dez ministros — a vaga antes ocupada por Luís Roberto Barroso ainda não foi preenchida — confirmando a saída de Toffoli da relatoria do caso Master.

Os ministros afirmaram não haver “inexistência de suspeição ou de impedimento”, mas informaram que o presidente da Corte, Edson Fachin, acolheu o pedido do próprio Toffoli para deixar o processo.

A relatoria foi redistribuída ao ministro André Mendonça, indicado ao Supremo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O que envolve o caso Banco Master

A crise se intensificou após a Polícia Federal identificar menções a Toffoli no celular do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O ministro admitiu ser sócio de uma empresa que vendeu participação em um resort ao cunhado do banqueiro.

Nos bastidores de Brasília, o caso também envolve articulações políticas e financeiras de grande alcance:

  • Ciro Nogueira é apontado como um dos interlocutores próximos a Vorcaro na capital federal.
  • O União Brasil controla o RioPrevidência, fundo que aplicou cerca de R$ 1 bilhão no Banco Master.
  • O fundo foi alvo de operação da PF por suspeitas de irregularidades na operação.
  • Presidentes da Câmara e do Senado resistem à instalação de uma CPI para investigar o banco

Solidariedade também sai em defesa

O partido Solidariedade também divulgou nota pública em apoio ao ministro. O presidente da legenda, Paulinho da Força, classificou as críticas como “linchamento moral” baseado em “pré-julgamentos e vazamentos seletivos”.

Para o dirigente, manifestações firmes são necessárias em momentos de turbulência institucional, e ele destacou os quase 20 anos de atuação de Toffoli na magistratura.

Articulação política dividida

Na quinta-feira (12), líderes partidários chegaram a discutir a divulgação de uma nota conjunta em defesa do ministro. No entanto, prevaleceu a decisão de que cada legenda publicaria seu próprio posicionamento.

O episódio ocorre em meio à repercussão nacional das investigações sobre o Banco Master e amplia o debate sobre relações entre política, sistema financeiro e Supremo Tribunal Federal.

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