Poze do Rodo, um dos nomes mais conhecidos do funk carioca, voltou a estar no centro das atenções da polícia e da mídia após ser preso por apologia ao crime e investigado em um inquérito por tortura e cárcere privado, que tramita na 42ª Delegacia de Polícia do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O funkeiro, que acumula mais de 15 milhões de seguidores nas redes sociais e é famoso por músicas que retratam a vida nas comunidades do Grande Rio, enfrenta um momento delicado e cercado de polêmicas.
O episódio que motivou a investigação envolve Renato Medeiros, ex-empresário de Poze do Rodo, que apareceu em entrevista na televisão com o braço engessado e marcas de hematomas pelo corpo. Segundo Renato, Poze não apenas ordenou, mas participou diretamente da agressão: “Ele não foi só o mandante, ele me bateu foi muito também. Me deu paulada, muita paulada.” A gravadora do cantor, porém, negou sua participação e afirmou que Renato seria o verdadeiro autor do furto de uma joia do artista, além de ter se envolvido em uma briga que teria causado seus ferimentos. Poze publicou um vídeo nas redes sociais reforçando essa versão e prometendo provas contra o ex-empresário.
Além deste caso recente, o histórico de investigações e prisões envolvendo Poze do Rodo é extenso. Em 2019, foi detido durante um show em Mato Grosso por apologia ao crime. Em 2021, a polícia solicitou sua prisão por realizar bailes funk durante a pandemia, mas a ação foi arquivada. Em 2023, enfrentou acusação por maus-tratos a animais após seu cachorro ingerir maconha durante a gravação de um clipe, mas o caso também foi arquivado. Em novembro de 2024, foi alvo da Operação Rifa Limpa, que investiga o seu envolvimento com o tráfico de drogas. Desde 2020, responde a inquéritos por difamação, injúria e perturbação do sossego, denunciado por vizinhos.
Famoso por ostentar um estilo de vida exuberante, o cantor é casado com a influenciadora Viviane Noronha e pai de cinco filhos. Suas músicas mais conhecidas, como “Diz aí qual é o plano?”, “Me sinto abençoado” e “Essência de cria”, são amplamente escutadas e retratam o cotidiano das comunidades do Rio, misturando relatos de violência, ostentação e sobrevivência.
Poze do Rodo foi preso em um condomínio no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio, onde também foram realizadas buscas pela polícia. Embora o pedido de prisão preventiva tenha sido negado pela Justiça, o cantor permanece sob investigação e prestou depoimento à polícia, mas optou por permanecer em silêncio.
A defesa de Poze não se manifestou até o momento, e o caso segue sob investigação. A apuração dos fatos envolvendo tortura e cárcere privado poderá trazer novas revelações sobre a vida do artista, que já acumula uma série de controvérsias e conflitos com a lei.





