Colômbia e Espanha decidiram não enviar representantes à cerimônia de posse de Nicolás Maduro, marcada para esta sexta-feira (10), após novas prisões de opositores e ativistas pelo regime venezuelano. Em contraste, o Brasil sinalizou que enviará sua embaixadora em Caracas, apesar de não reconhecer a legitimidade das eleições presidenciais de 2024.
O presidente colombiano Gustavo Petro anunciou em suas redes sociais que não participará da posse devido às detenções de Enrique Márquez, ex-candidato presidencial, e Carlos Correa, ativista de direitos humanos. “Peço liberdade para todos os detidos por motivações políticas na Venezuela”, declarou Petro. A Espanha também confirmou que não enviará representantes, alinhando-se à postura da União Europeia de não reconhecer a vitória de Maduro.
Fontes do governo brasileiro apontam que o envio da embaixadora reflete o desejo do país de manter laços institucionais com a Venezuela, sem romper relações. “Trata-se de uma relação entre Estados, independentemente dos governos”, justificou um interlocutor do Palácio do Planalto.
Atas eleitorais até hoje não foram exibidas por Maduro
Enquanto isso, a oposição venezuelana, liderada por María Corina Machado, denuncia fraude nas eleições e repressão violenta. O opositor Edmundo González Urrutia afirma que foi o verdadeiro vencedor do pleito e entregou atas eleitorais ao presidente do Panamá, José Raúl Mulino, alegando que os documentos provam sua vitória.
Com informações de O Globo





