A Marinha dos Estados Unidos confirmou a realização da Operação Southern Seas 2026, que contará com a passagem do porta-aviões de propulsão nuclear USS Nimitz pela costa da América do Sul, incluindo uma escala prevista no Rio de Janeiro. Considerado o mais antigo porta-aviões ainda em atividade no mundo, o navio integra a tradicional classe Nimitz e é um dos principais símbolos do poder militar norte-americano.
A embarcação será acompanhada pelo destróier de mísseis guiados USS Gridley, formando um grupo de ataque que participará de exercícios conjuntos com forças navais de dez países da região. Além do Brasil, estão previstas paradas em países como Chile, Panamá e Jamaica, embora detalhes específicos da escala no Rio ainda não tenham sido divulgados.
Exercício reúne países e reforça cooperação militar
A Southern Seas 2026 chega à sua 11ª edição desde a criação, em 2007, e é considerada o principal mecanismo de cooperação naval dos Estados Unidos no hemisfério ocidental. A iniciativa tem como foco a realização de operações conjuntas, intercâmbio técnico e fortalecimento de parcerias estratégicas entre países aliados.
Além das atividades em alto-mar, a operação também prevê a presença de autoridades de nações participantes a bordo do porta-aviões, permitindo o acompanhamento direto das ações operacionais durante a missão.
Comando destaca fortalecimento de parcerias
Em comunicado oficial, o contra-almirante Carlos Sardiello, comandante das Forças Navais do Comando Sul dos EUA e da 4ª Frota, destacou a importância da iniciativa. Segundo ele, a missão é “um exemplo claro de dedicação dos EUA ao fortalecimento de parcerias marítimas, à construção de confiança e ao trabalho conjunto para enfrentar ameaças comuns”.
O anúncio da operação foi feito em 23 de março, na cidade de San Diego, sede do comando da 4ª Frota, responsável por coordenar as ações navais dos Estados Unidos na América Latina e no Caribe.
Capacidade militar e estrutura do grupo de ataque
O USS Nimitz é descrito pela Marinha norte-americana como um dos principais ativos de projeção de poder aeronaval do país, reunindo ampla capacidade de resposta, autonomia e comando em operações militares. O porta-aviões opera com a Carrier Air Wing 17, composta por seis esquadrões aéreos.
Entre as aeronaves embarcadas estão modelos F/A-18E/F Super Hornet, EA-18G Growler, C-2A Greyhound e helicópteros MH-60R/S Seahawk. O grupo inclui ainda unidades de apoio logístico, combate e guerra eletrônica, formando um conjunto estratégico completo para atuação em cenários diversos.
Presença estratégica na América Latina
De acordo com o Comando Sul dos Estados Unidos, a 4ª Frota atua como parceira das forças marítimas do Caribe, América Central e América do Sul, com o objetivo de promover a integração regional e ampliar a segurança marítima.






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