MC Poze do Rodo usou as redes sociais nesta quinta-feira (5) para criticar mais uma ação da Polícia Civil em sua casa. Ele afirmou que agentes voltaram à residência dois dias após ele ter sido solto do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu.
“Agora eles querem implicar com a minha esposa. Minha família não aguenta mais essa perseguição, que isso. Vocês não têm coração? Vocês não têm família? Pelo amor de Deus, não aguentamos mais isso”, escreveu o cantor em um story no Instagram.
O artista é investigado por apologia ao crime e por suposto envolvimento com a facção Comando Vermelho. Ele ficou preso por cinco dias sob a acusação de realizar shows em comunidades controladas pelo Comando Vermelho, onde traficantes armados teriam atuado como seguranças. A Polícia Civil suspeita que os eventos serviriam para fortalecer o lucro da facção com a venda de drogas e a compra de armamentos.
Após a prisão de Poze, a mulher dele, Viviane Noronha, usou as redes sociais para criticar a atuação da polícia e denunciar o suposto desaparecimento de joias do casal. Por essas declarações, passou a ser investigada por calúnia.
A Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) intimou ela para prestar depoimento.
A influenciadora também é alvo de uma operação da Polícia Civil que investiga o núcleo financeiro do Comando Vermelho. A ação apura um esquema de lavagem de mais de R$ 250 milhões oriundos do tráfico de drogas e da compra de armamentos de uso restrito.
Segundo os investigadores, Viviane e a empresa dela teriam recebido valores diretamente ligados ao tráfico. O dinheiro teria sido repassado por laranjas com o objetivo de ocultar a origem ilícita dos recursos. A influenciadora é apontada como beneficiária direta do esquema. Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na casa do casal.
Medidas cautelares
Quatro dias depois, o desembargador Peterson Barroso Simão, da Primeira Vara Criminal de Jacarepaguá, concedeu habeas corpus ao cantor, impondo uma série de medidas cautelares. Poze está proibido de deixar o estado do Rio de Janeiro, deve entregar o passaporte, comparecer mensalmente à Justiça e não pode manter contato com outros investigados, especialmente aqueles ligados ao Comando Vermelho.
Em sua decisão, o magistrado fez duras críticas a forma da prisão de MC Poze. O desembargador diz que “há indícios que comprometem o procedimento regular da polícia. Pelo pouco que se sabe, o paciente teria sido algemado e tratado de forma desproporcional, com ampla exposição midiática, fato a ser apurado posteriormente.”





