A Polícia Civil conseguiu novas provas que mostram que uma clínica de estética na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, onde uma paciente morreu depois de um procedimento, fazia intervenções cirúrgicas ilegalmente. Uma bomba usada em lipoaspirações foi encontrada ligada ao lado do corpo de Ingrid Ramos Ferreira, de 41 anos.
Os agentes apreenderam equipamentos e documentos no local. As investigações mostraram que Ingrid estava indo para o terceiro procedimento estético, uma abdominoplastia. Familiares contaram que ela reclamava muito do procedimento anterior, também feito pela médica Eliana Jimenez Dias.
As câmeras de segurança do local registraram quando a médica carregou o equipamento, uma bomba sugadora de gordura, pelo corredor da clínica. Ela foi encontrada ligada na tomada ao lado do corpo da paciente, que estava morta na maca.
Segundo os investigadores, eram dois equipamentos do tipo funcionando no consultório, sendo um deles usado em procedimentos de lipoaspiração. Nele, existia uma etiqueta com o nome: “Dra. Eliana”.
“Quando os policiais civis estiveram no local, a gente conseguiu arrecadar essa bomba de lipoaspiração, que era um indício fortíssimo de que ela fazia ali, no consultório médico, procedimentos que deveriam ser feitos em um centro cirúrgico”, afirmou o delegado Ângelo Lajes.
A clínica foi interditada pela Vigilância Sanitária e, de acordo com a Polícia Civil, o local e a médica respondem a 13 processos na Justiça, alguns deles por erro médico.





