Polícia suspeita que Hytalo Santos e marido, Euro, pretendiam fugir; defesa nega

Segundo delegado responsável pelo caso, a prisão preventiva do casal de influenciadores foi pedida por haver um risco real de que eles tentassem se esconder para escapar da investigação. Defesa do casal afirma que eles estavam colaborando com as investigações e que a medida foi desproporcional

A Polícia Civil revelou, em coletiva nesta sexta-feira (15), que a prisão dos influenciadores Hytalo Santos e seu marido, Euro, foi motivada pela suspeita de que o casal planejava uma fuga. Segundo o delegado do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de São Paulo, Fernando Davi, os dois provavelmente sabiam que o mandato de prisão estava para ser expedido e tentavam se esconder. 

O casal foi preso hoje em Carapicuíba, em SP, no contexto de uma investigação conduzida pelo Ministério Público da Paraíba (MP-PB) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Hytalo Santos e Euro são denunciados por exploração e exposição indevida de menores em vídeos publicados nas redes sociais. A prisão, segundo o magistrado, visa impedir destruição ou ocultação de provas e evitar a intimidação de testemunhas.

De acordo com a polícia, os influenciadores estavam dormindo no momento da abordagem e não apresentaram resistência. Além deles, mais oito pessoas estavam na casa de luxo onde ocorreu a prisão — nenhum menor de idade. 

A defesa de Hytalo disse, em nota, que tomará as providências cabíveis e solicitará o habeas corpus do influenciador e do marido, se for o caso. Também reafirmou a inocência do casal, pontuando que sempre se colocou à disposição das autoridades.

Felca x Hytalo Santos

Além das investigações em duas ações no MP-PB, em João Pessoa e Bayeux, e numa apuração do Ministério Público do Trabalho, Hytalo também foi um dos nomes citados no vídeo-denúncia do youtuber Felca sobre “adultização”. O vídeo, com quase uma hora de duração, mostra exemplos e relatos de exposição de crianças a comportamentos e conteúdos sexuais, denunciando inclusive grandes influenciadores. 

O conteúdo viralizou nas redes — e fora delas — e, desde que foi publicado, na semana passada, já conta com mais de 40 milhões de visualizações. Além de dar visibilidade para o assunto, a publicação também deu pauta para projetos de lei no legislativo carioca e fluminense, com parlamentares que correram para criar propostas sobre o tema. Enquanto isso, o caso segue sendo investigado.

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