As polícias Civil e Militar retomaram, na manhã desta terça-feira (25), a Operação Barricada Zero na Cidade de Deus, Zona Sudoeste, e em outras quatro cidades do estado. A ação tem como objetivo remover bloqueios instalados por grupos criminosos em comunidades do estado. Somente na segunda-feira (24), as equipes retiraram 593 toneladas de obstáculos. Sete pessoas foram presas.
Os agentes voltaram aos mesmos pontos onde a operação começou para concluir a limpeza, reforçar o concretamento de trechos já liberados e evitar a reinstalação das barreiras. Cerca de 210 toneladas de barreiras foram retiradas. As equipes atuam nos seguintes locais:
— Cidade de Deus (Rio)
— Mangueirinha (Duque de Caxias)
— Grão Pará (Nova Iguaçu)
— São Simão e Dom Bosco (Queimados)
— Jardim Catarina (São Gonçalo)
Entre o material removido estavam blocos de concreto, pedras, pneus, entulho, madeira e outras estruturas usadas por criminosos para controlar a circulação de moradores e dificultar o acesso de serviços essenciais e das forças de segurança.
O governador Cláudio Castro afirmou que a ação busca reduzir a capacidade de coerção dos grupos armados.
“Esse é mais um passo para enfraquecer as facções criminosas, que vêm impondo poder para amedrontar os moradores de comunidade. A população não pode continuar sendo refém da bandidagem. O primeiro dia de operação foi muito proveitoso, e seguiremos firmes. Enquanto houver criminoso tentando dominar território, haverá governo atuando para desmontá-lo”, afirmou.
Barricada Zero
O Blog do Ricardo Bruno já havia adiantado, no dia 17 desse mês, o início da megaoperação “Barricada Zero” e que a ação teria começariam no Jardim Catarina, em São Gonçalo. No local, ruas inteiras estão bloqueadas e o tráfego virou um desafio diário para moradores, comerciantes e serviços públicos.
Atualmente, a PM conta com seis kits — retroescavadeiras e caminhões basculantes — destinados exclusivamente à retirada de barricadas.
Com a participação das secretarias estaduais de Obras, Agricultura e Meio Ambiente, outros 20 conjuntos serão incorporados.
A tática inclui atacar a capital por quadrantes, começando pelos grandes complexos como Alemão, Penha e Israel. Segundo o governo, a operação não será episódica: sempre que houver retomada de obstáculos, equipes retornarão imediatamente para nova remoção. A PM só avançará para a área seguinte quando cada região estiver plenamente estabilizada.






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