Suspeito de comercializar armas furtadas do Arsenal de Guerra do Exército, em São Paulo, foi preso no Rio nesta terça-feira (7), Luiz Claudio Severo dos Santos, conhecido como “Pretão”.
O furto das metralhadoras do Arsenal de Guerra do Exército foi identificado em outubro de 2023. Eram 13 metralhadoras antiaéreas calibre .50 e 8 metralhadoras calibre 7,62. O caso gerou a abertura de um Inquérito Policial Militar pelo próprio Exército.
A captura de Pretão foi realizada por agentes da Polícia Civil fluminense, após um trabalho conjunto da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), da Secretaria de Inteligência da corporação e do Exército Brasileiro. Ele foi preso preventivamente e levado para a DRE, na Cidade da Polícia, antes de ser encaminhado para uma unidade prisional.
Pretão já possui um extenso histórico criminal, incluindo lesões corporais (causadas por atropelamento e na direção de veículo automotor) e violência doméstica. Até o momento da prisão, ele respondia em liberdade provisória por estelionato e associação criminosa.
As investigações apontam que Pretão seria integrante de um esquema de lavagem de dinheiro, revelado após a identificação de movimentações financeiras suspeitas na conta bancária de seu comparsa, Jesser Marques Fidelix, preso no mês passado.
Além de Jesser, Márcio André Geber Boaventura também foi preso em abril. Os três são acusados de serem os receptadores das 21 metralhadoras furtadas do Exército, furtadas no ano passado. A suspeita é que as armas seriam fornecidas a traficantes do Comando Vermelho para serem utilizadas em conflitos na região de Jacarepaguá, onde há uma disputa pelo domínio territorial com milicianos.
Com informações de O Globo





