Polícia Civil captura Latrell em São Paulo e avança no combate à maior milícia do estado; bandido chegou ao Rio hoje

O miliciano Rodrigo dos Santos, conhecido como Latrell, chegou ao Rio por volta das 10h30 deste sábado (19). Por medida de segurança, ele chegou de helicóptero na Cidade da Polícia, Zona Norte da cidade. A polícia do Rio investiga a motivação da ida para São Paulo, onde ele foi preso.  Latrell era considerado um dos integrantes…

O miliciano Rodrigo dos Santos, conhecido como Latrell, chegou ao Rio por volta das 10h30 deste sábado (19). Por medida de segurança, ele chegou de helicóptero na Cidade da Polícia, Zona Norte da cidade.

A polícia do Rio investiga a motivação da ida para São Paulo, onde ele foi preso. 

Latrell era considerado um dos integrantes mais importantes da milícia de Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho,  devido ao seu histórico de atuação quando a milícia era comandada por Wellington da Silva Braga, o Ecko, morto em junho de 2021.

O delegado André Neves, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), explicou como a polícia chegou até o criminoso.

“O Latrell já é suspeito de praticar diversos crimes, era homem de confiança de Ecko e é homem de confiança do Zinho. Pelo setor de inteligência, tivemos a certeza que ele estaria em São Paulo”, afirmou ele ao G1.

Alguns telefones celulares foram apreendidos pela Polícia Civil, na ação que resultou na prisão de Latrell. A operação contou com várias delegacias especializadas da força-tarefa que investiga a ação de milícias. Os agentes também apreenderam um documento falso com o qual Latrell se hospedou em um hotel próximo ao aeroporto de Congonhas.

“A motivação dele no estado de São Paulo ainda é objeto de investigação. Vamos analisar tudo que foi apreendido para poder esclarecer. A investigação prossegue e outras prisões de relevância serão feitas”.

Rodrigo dos Santos, de acordo com as investigações da polícia, serviu o Exército e possuía um “perfil operacional”, ou seja, participa presencialmente das ações criminosas, inclusive com trocas de tiros. Entre as ações que a polícia investiga a participação efetiva de Latrell estão a estão a retomada de territórios e eventuais execuções de milicianos rivais.

Com um fuzil tatuado no peito e os dizeres “carrego a glória e a dor de viver do meu jeito”, Latrell é apontado pelos investigadores como sendo o “braço direito” de Luis Antônio da Silva Braga, o Zinho, que atualmente está à frente da maior milícia no Rio.

De acordo com a a polícia, atualmente Latrell é o segundo homem na hierarquia da milícia. Ele também é suspeito de ser o responsável por recentes execuções cometidas pela organização criminosa.

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