Polícia apura se milicianos e contraventores estão explorando máquinas de bichos de pelúcia para lavagem de dinheiro no RJ

Nesta terça-feira, 80 equipamentos do tipo foram apreendidos na cidade do Rio e na Baixada, numa operação da DRCPIM

A Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), da Polícia Civil do Rio, vai investigar se milicianos e bicheiros estão usando máquinas de bichos de pelúcia para lavar dinheiro do crime. Nesta terça-feira, a especializada realizou a operação Mãos Leves e apreendeu 80 equipamentos do tipo num galpão no Jacarezinho, na Zona Norte da cidade, e em shoppings da capital e de São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

— A segunda fase da operação vai investigar a parte financeira desse esquema, que pode estar sendo usado por milícia e contravenção — afirma o delegado Pedro Brasil, titular da DRCPIM.

Segundo as investigações que levaram à operação, há suspeita de que os equipamentos são programados para permitir a captura do prêmio somente após um determinado número de jogadas. Caso isso seja confirmado, será caracterizada a contravenção de exploração de jogo de azar.

— Durante a perícia que constatou a falsificação, surgiu a desconfiança de que o sistema das máquinas era fraudado, só permitindo que o prêmio saia após um determinado número de jogadas. Não tem nada a ver com a habilidade de quem está jogando — explica ele, dizendo que ainda não é possível saber o tamanho do esquema. — Não foi possível chegar em todas as máquinas do Rio, mas é um esquema de milhões de reais.

No galpão no Jacarezinho, era feita a montagem de máquinas. Um técnico em eletrônica e funcionários que trabalhavam na montagem foram levados à DRCPIM para prestar esclarecimentos, mas se mantiveram em silêncio.

As máquinas foram apreendidas e encaminhadas para perícia. Já os responsáveis pelos estabelecimentos onde estavam os equipamentos foram conduzidos à especializada para prestar esclarecimentos.

Com informações do GLOBO.

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