O secretário de Polícia Militar e representantes do sindicato das empresas de ônibus se reuniram nesta segunda-feira (25) para discutir formas de impedir que coletivos sejam usados como barricadas durante operações policiais no Rio de Janeiro.
Segundo levantamento do Rio Ônibus, cem veículos já foram utilizados dessa forma somente em 2025. Março registrou 25 ocorrências, número que caiu em maio e zerou em junho, mas voltou a subir em julho, quando 22 casos foram contabilizados — a maioria na Avenida Edgard Romero, em Madureira, durante uma operação no Morro da Serrinha.
O episódio mais recente ocorreu na semana passada, na Ilha do Governador, e motivou a realização do encontro, que durou mais de uma hora.
A principal decisão foi a criação de um grupo de trabalho para desenvolver medidas de segurança. Uma das propostas em avaliação é permitir que a Polícia Militar tenha acesso em tempo real às câmeras dos ônibus, embora nem todos os veículos contem com esse recurso.
“Todo aparato que nós temos será colocado à disposição da PM, que também vai compartilhar informações de inteligência e comunicação para que possamos agir de forma mais efetiva”, afirmou o diretor de comunicação do Rio Ônibus, Paulo Valente.
Até o final de agosto de 2025, o Rio de Janeiro registrou 99 ônibus sequestrados por criminosos para serem usados como barricadas em represália a operações policiais. Além disso, 3 veículos foram incendiados durante essas ações. Esses números foram divulgados pelo sindicato Rio Ônibus e refletem um aumento significativo na violência contra o transporte público na cidade.
O caso mais recente ocorreu em 18 de agosto, quando traficantes sequestraram 12 ônibus na Ilha do Governador. Durante a operação policial no Morro do Dendê, um ônibus da linha Ribeira-Bancários foi incendiado, e outros 11 veículos foram usados como barricadas. Além disso, caçambas de lixo também foram incendiadas para dificultar a ação policial.
Essas ações têm impactado diretamente a população, com 19 linhas de ônibus afetadas e um prejuízo estimado de R$ 7 milhões entre sequestros e incêndios de coletivos. O sindicato Rio Ônibus tem feito apelos às autoridades de segurança pública para que sejam tomadas providências urgentes para garantir a segurança dos passageiros e motoristas.






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