O uso do Pix será ampliado a partir do ano que vem para débito automático, contas de luz, taxas de condomínio e planos de saúde. A notícia faz parte do Relatório de Gestão do PIX, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central.
— Todas as instituições que oferecem Pix poderão entrar no novo PIX Automático — explicou o diretor do BC, Renato Gomes, falando sobre os novos usos da ferramenta.
Outra novidade prevista no documento, ainda sem data para começar, é a realização de operações via Pix sem internet, o que é impossível atualmente. A medida tem por objetivo facilitar o pagamento de pedágios, transporte público e outros serviços.
Também está prevista a realização de Pix em transações internacionais e parcelamentos.
“O Pix Automático será desenvolvido de forma bastante flexível, para atender a multiplicidade de negócios em suas diferentes necessidades (…), estimulando a competição”, diz o relatório.
“Dada a maior quantidade de agentes aptos a oferecer a solução aos recebedores, espera-se que o custo também seja menor do que o atualmente observado na oferta de serviços similares”, destaca o documento.
Desde o lançamento do Pix, em novembro de 2020, pouco mais de 60% das operações no Brasil foram de valores inferiores a R$ 100. Porém, dados de dezembro de 2022 chamam a atenção: em um único mês, o total transferido foi de R$ 1,2 trilhão.
Entre os pontos positivos do Pix, destacados pelo Banco Central, um deles é a inclusão bancária. De acordo com o relatório divulgado nesta segunda-feira, com o surgimento dessa modalidade, 71,5 milhões de pessoas passaram a usar o Pix.
— Com isso, essas pessoas passaram a fazer parte do sistema financeiro nacional —afirmou Gomes.
Em 2021, o volume total foi de operações correspondeu a R$ 5,2 trilhões. No ano seguinte, em 2022, o valor subiu para R$ 10,9 trilhões.
Com informações de O Globo.





