Piloto pedófilo é investigado por suspeita de estupro coletivo contra adolescente em SP

Polícia investiga esquema de exploração sexual; avó da vítima também foi detida e Justiça manteve prisões

A Polícia Civil de São Paulo investiga a denúncia de que uma adolescente foi vítima de violência sexual por estupro coletivo em 2023, em um caso que teria envolvido o piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, preso nesta segunda-feira (9). Segundo os investigadores, os crimes teriam ocorrido com a participação de outros homens e com facilitação de familiares da vítima.

Além do suspeito, a avó da adolescente também foi presa durante a Operação Apertem os Cintos. Nesta terça-feira (10), a Justiça decidiu manter a prisão dos dois enquanto as apurações continuam. O inquérito corre em sigilo, e a reportagem não conseguiu contato com as defesas até a última atualização.

De acordo com informações da investigação, a jovem teria sua rotina controlada e os abusos seriam permitidos mediante pagamentos feitos por homens mais velhos. A polícia apura se o esquema funcionava de forma recorrente e há quanto tempo os crimes vinham acontecendo.

Investigação aponta possível rede de exploração

Em entrevista coletiva, a delegada Ivalda Aleixo, do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), afirmou que uma das vítimas apresentava sinais de agressões. Conforme a polícia, o suspeito oferecia dinheiro e ajudava com despesas básicas, como medicamentos e aluguel, em troca dos crimes.

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam um Mercedes-Benz que pertence ao piloto. O veículo, segundo os investigadores, teria sido utilizado para transportar as adolescentes. O carro passará por perícia e, depois, deverá ser devolvido à esposa do investigado.

O piloto foi preso dentro da aeronave, no Aeroporto de Congonhas, pouco antes de iniciar um voo com destino ao Rio de Janeiro. Ele foi levado para prestar depoimento e permanece à disposição da Justiça enquanto as investigações avançam.

Empresa e polícia se manifestam sobre o caso

A Latam informou, em nota, que abriu uma apuração interna e que está colaborando com as autoridades. A empresa declarou que repudia qualquer prática criminosa e reforçou que mantém padrões rígidos de conduta e segurança.

A operação cumpriu oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados na capital paulista e em Guararema, na região metropolitana, onde o suspeito mora. Segundo a polícia, já foram identificadas pelo menos dez possíveis vítimas.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, são apurados crimes como violência sexual contra vulnerável, favorecimento da exploração sexual, produção e compartilhamento de material ilegal, além de aliciamento e coação, em um caso que, segundo os investigadores, representa grave violação dos direitos de crianças e adolescentes.

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