PGR recomenda prisão domiciliar para mulher que pichou estátua do STF com a frase “Perdeu, mané”

Débora Rodrigues dos Santos, ré pelos atos de 8 de janeiro, teve pedido de liberdade negado, mas pode cumprir pena em casa por ter filhos menores

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu que Débora Rodrigues dos Santos, acusada de pichar a estátua “A Justiça”, em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), cumpra prisão domiciliar. A decisão final caberá ao relator do caso, ministro Alexandre de Moraes.

A defesa de Débora solicitou sua liberdade provisória, mas Gonet se manifestou contra. No entanto, ele sugeriu substituir a prisão preventiva pela domiciliar, considerando que a ré tem dois filhos menores de idade. Segundo o procurador-geral, a medida respeitaria “os princípios da proteção à maternidade e à infância e do melhor interesse do menor”.

Durante os atos golpistas de 8 de janeiro, Débora foi flagrada escrevendo com batom na estátua do STF a frase “Perdeu, mané”, dita pelo ministro Luís Roberto Barroso a um manifestante bolsonarista em 2022. Ela é ré no STF e começou a ser julgada na semana passada. Moraes sugeriu uma pena de 14 anos de prisão, sendo acompanhado por Flávio Dino.

No entanto, o julgamento foi interrompido na segunda-feira após pedido de vista do ministro Luiz Fux. Na quarta-feira, durante outra sessão do STF, Fux indicou que poderá sugerir uma pena mais branda.

Com informações de O Globo

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