A Polícia Federal deve pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um novo inquérito voltado especificamente às suspeitas de fraudes em cartões de vacinas em Duque de Caxias, segundo o Blog da Camila Bomfim, no portal g1.
Informações anexadas à investigação atual, aberta após suspeitas sobre os cartões do ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados, levaram a PF a entender que o esquema é maior que o imaginado inicialmente.
Por isso, as investigações precisariam de maior foco e aprofundamento. O pedido deve constar no novo relatório do inquérito das vacinas, que a PF deve enviar ao STF nos próximos dias.
Nesta quinta, a PF faz buscas em endereços do ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis (foto da matéria) e da secretária de Saúde do município, Célia Serrano. Um dos objetivos é, justamente, descobrir se mais pessoas foram beneficiadas.
O ex-presidente Jair Bolsonaro já foi indiciado nesse caso em março, mas a Procuradoria-Geral da República pediu que a PF fizesse diligências adicionais antes de avaliar uma possível denúncia.
Bolsonaro não é alvo das buscas desta quinta – mas ainda consta no inquérito como um dos prováveis beneficiados do esquema. A PF suspeita que haja muitos outros nomes nessa lista.
As buscas foram pedidas pela PGR como parte desse “aprofundamento” das investigações e autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do caso.
Beneficiados ultrapassam clã Bolsonaro
Em buscas anteriores, os investigadores já identificaram pessoas que teriam recorrido à fraude nos cartões de vacina, usando o suposto esquema em Duque de Caxias, e que não tinham qualquer relação com Bolsonaro.
Ou seja: a suspeita é de que o esquema não teria sido criado exclusivamente para beneficiar Bolsonaro e aliados – talvez, eles tenham recorrido a um “mecanismo” que já existia antes.





