PF suspeita que Bolsonaro registrou como suas as jóias de R$ 16,5 milhões, para criar um fato consumado

 A Polícia Federal investiga a possibilidade de o Palácio do Planalto ter se adiantado e lançado no acervo pessoal de Jair Bolsonaro (PL) as joias avaliadas em R$ 16,5 milhões dadas pela monarquia saudita à então primeira-dama Michelle Bolsonaro, para criar um fato consumado, antes mesmo de confirmada a sua retenção pela Receita. O lançamento…

 A Polícia Federal investiga a possibilidade de o Palácio do Planalto ter se adiantado e lançado no acervo pessoal de Jair Bolsonaro (PL) as joias avaliadas em R$ 16,5 milhões dadas pela monarquia saudita à então primeira-dama Michelle Bolsonaro, para criar um fato consumado, antes mesmo de confirmada a sua retenção pela Receita.

O lançamento teria sido feito no dia 29 de dezembro, data em que também foram lançados os cinco itens da caixa que passou despercebida pela alfândega de Guarulhos e que foi recebida e incorporada ao acervo pessoas de Jair Bolsonaro. Este segundo lote é avaliado em cerca de R$ 400 mil. 

Segundo investigadores, naquele dia, o Departamento de Documentação Histórica do gabinete pessoal do presidente da República registrou dois ofícios, um para cada pacote. Esses documentos lançaram no acervo pessoal de Bolsonaro, e não no acervo da União, as duas caixas de presentes – incluindo as joias apreendidas pela Receita e avaliadas em R$ 16,5 milhões, ressalta a reportagem de Andréia Sadi e Valdo Cruz no G1.

Os dois lançamentos teriam sido feitos diante da “convicção” de que as joias apreendidas pela Receita Federal seriam liberadas naquela data, uma vez que houve uma intensa movimentação de enviados e do governo federal à unidade da fiscalização responsável pela retenção dos objetos. Ao todo, o governo Bolsonaro mobilizou três ministérios (Economia, Minas e Energia e Relações Exteriores) visando a liberação das joias. 

Ainda conforme a reportagem, a PF está tentando recuperar os ofícios excluídos e deverá “interrogar a funcionária responsável pelos registros que, segundo investigadores, estaria apenas cumprindo ordens que vinham do gabinete da Presidência da República”.

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