A Polícia Federal (PF) ampliou as investigações sobre a tentativa de golpe de Estado e a interferência no processo eleitoral de 2022, apontando o envolvimento direto de agentes da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF). Relatório sigiloso da PF, obtido anexado ao inquérito em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF), ao qual a Revista Fórum teve acesso, revela que falhas e omissões na segurança durante os atos golpistas de 8 de janeiro não foram meramente operacionais, mas parte de um plano articulado para permitir os ataques.
O documento também conecta os eventos do dia 12 de dezembro de 2022, quando bolsonaristas incendiaram veículos e depredaram prédios públicos em Brasília, aos ataques de janeiro, consolidando um padrão de radicalização. O relatório cita a participação de ex-integrantes da SSP/DF, incluindo Anderson Torres, Fernando Oliveira, Marília Alencar e Cíntia Queiroz, detalhando como suas ações facilitaram a invasão das sedes dos três Poderes.
Entre as evidências levantadas, destacam-se a retenção de informações críticas pela SSP/DF, a omissão na convocação da Força Nacional e o fornecimento de informações falsas à Polícia Militar do DF (PMDF), desviando efetivos e comprometendo a resposta à escalada da violência.
Diante dessas descobertas, o ministro Alexandre de Moraes determinou novas diligências para aprofundar a investigação, incluindo depoimentos adicionais, análise de comunicações internas da SSP/DF e identificação de possíveis conexões com setores das Forças Armadas e financiadores dos atos. A PF avalia novos indiciamentos por crimes como omissão dolosa, facilitação de crimes e participação ativa na tentativa de golpe de Estado.
Com informações da Revista Fórum





