A Polícia Federal concluiu nesta quinta-feira (29) o inquérito indiciando o hacker Walter Delgatti Neto e a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) por suposta participação em um esquema de inserção de dados falsos no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Os dois são suspeitos de invasão de dispositivo informático e de falsidade ideológica.
Em janeiro de 2023, Delgatti acessou o sistema do CNJ e inseriu informações falsas, como um mandado de prisão contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes. Posteriormente, Delgatti confessou a invasão, alegando ter feito a pedido de Zambelli e recebido R$ 40 mil pelos serviços.
Zambelli foi alvo de busca e apreensão em agosto de 2023, em seu apartamento funcional e gabinete no Congresso Nacional, juntamente com seus assessores. Um mandado de prisão preventiva foi emitido contra Delgatti Neto.
Em depoimento, o hacker afirmou que Zambelli solicitou que ele invadisse as contas de e-mail e telefone de Moraes durante um encontro na Rodovia dos Bandeirantes, em setembro de 2022.
A defesa de Zambelli negou as acusações, afirmando que a parlamentar nunca solicitou invasões ou praticou qualquer ilicitude. O advogado Daniel Bialski destacou que Zambelli exercerá seu direito de defesa para provar sua inocência.
Por sua vez, a defesa de Delgatti expressou que não se surpreende com seu indiciamento, destacando que desde sua prisão ele confessou sua participação na invasão do sistema do CNJ. O advogado Ariovaldo Moreira enfatizou que o indiciamento de Zambelli confirma a colaboração de Delgatti com a justiça, levando à identificação da suposta mandante dos atos.
A defesa de Delgatti pretende reiterar o pedido de liberdade do hacker, argumentando que não há motivo para mantê-lo sob custódia cautelar após o encerramento da investigação.
Com informações de O Globo.





