A Polícia Federal informou, nesta quarta-feira (15), que a organização criminosa alvo da Operação Narcofluxo movimentou R$ 1,63 bilhão em menos de dois anos usando a indústria fonográfica e o showbusiness digital como fachada para lavagem de dinheiro. A ação foi deflagrada nesta quarta-feira (15) e levou à prisão dos cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo.
Segundo os investigadores, o esquema é considerado um dos mais sofisticados já identificados no país e associava atividades ilegais, como tráfico de drogas, jogos de azar e rifas digitais, à imagem de artistas e influenciadores com grande alcance nas redes sociais.
De acordo com a PF, a estratégia explorava a visibilidade pública e o alto volume financeiro do setor artístico para dar aparência de legalidade às movimentações. O sucesso comercial e o engajamento dos artistas funcionariam como um “escudo”, reduzindo suspeitas sobre transações milionárias.
Mecanismos para disfarçar origem de dinheiro
A investigação aponta ainda que o grupo utilizava diferentes mecanismos para ocultar a origem do dinheiro, como a pulverização de recursos por meio da venda de ingressos e produtos digitais, além do uso de criptoativos, transporte de valores em espécie e transferências sucessivas entre contas.
Outro ponto destacado é a existência de uma rede de “laranjas”, incluindo operadores logísticos e familiares, que ajudariam a esconder os verdadeiros beneficiários das operações.
A Operação Narcofluxo cumpre mandados em nove estados e no Distrito Federal, com a participação de cerca de 200 agentes. Além das prisões temporárias, a Justiça determinou buscas, apreensões e o bloqueio de bens dos investigados.
MC Ryan SP foi preso em uma festa em Bertioga, no litoral paulista, enquanto MC Poze do Rodo foi detido em casa, no bairro do Recreio dos Bandeirantes. A defesa de Poze afirmou que ainda não teve acesso aos autos e que irá se manifestar na Justiça.






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