PF aguarda validação de acordo internacional para pedir ao FBI diligência na joalheria que vendeu Rolex para Wassef

A Polícia Federal (PF) depende apenas de validação do acordo de cooperação internacional para pedir ao FBI diligências na joalheira da Pensilvânia, nos Estados Unidos, com o objetivo de buscar provas e respostas sobre a recompra do relógio da marca Rolex, avaliado em R$ 300 mil, do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo advogado Frederick Wassef. Ontem…

A Polícia Federal (PF) depende apenas de validação do acordo de cooperação internacional para pedir ao FBI diligências na joalheira da Pensilvânia, nos Estados Unidos, com o objetivo de buscar provas e respostas sobre a recompra do relógio da marca Rolex, avaliado em R$ 300 mil, do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo advogado Frederick Wassef.

Ontem (15), Wassef confirmou a viagem aos Estados Unidos e a compra do relógio que Bolsonaro ganhou de presente e depois vendeu naquele país. O advogado pagou US$ 49 mil em espécie. Wassef, no entanto, negou ter participado de uma “operação resgate” da joia a mando do ex-assessor de Bolsonaro.

A PF fez uma lista de pedidos ao FBI para obter mais informações, entre eles:

  • Existe imagem do Wassef na joalheria?
  • Ele estava sozinho ou acompanhado?
  • Há registro do pagamento em dinheiro pela recompra do Rolex?
  • Foi usado algum cartão de crédito internacional? Caso sim, em nome de quem?
  • É possível rastrear a origem dos dólares usados na negociação?
  • O dinheiro saiu de alguma conta nos EUA em nome do próprio Wassef, de conta em nome do ex-presidente Bolsonaro, do Mauro Cid e/ou do general Cid?

Pedidos semelhantes serão feitos pela PF para diligências em outras joalherias onde foram vendidas ilegalmente as joias recebidas por Bolsonaro e pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro que deveriam fazer parte do acervo da República. A aposta da PF é de que as diligências feitas nos locais pelo FBI serão mais rápidas do que as quebras de sigilo bancário das contas dos investigados.

O trâmite no sistema financeiro e judicial americanos é mais longo do que o do birô de investigação americano. E demora mais tempo para reunião de informações bancárias e envio de extratos.

O relógio de luxo da marca Rolex foi um presente de autoridades sauditas a Jair Bolsonaro durante uma viagem oficial do então presidente da República em 2019 à Arábia Saudita e ao Catar. O item foi levado para os Estados Unidos – para onde Bolsonaro viajou às vésperas de deixar a Presidência – e lá foi vendido, segundo a Polícia Federal (PF), ilegalmente, pelo então ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cid.

Em 15 de março, o TCU definiu prazo de cinco dias úteis para que Bolsonaro entregasse ao tribunal um kit com joias suíças da marca Chopard, em ouro branco, recebidas como presente do governo da Arábia Saudita em viagem oficial de 2019. A joia foi devolvida.  

Com informações do G1.

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