PF afirma que filho de Cabral ganhou R$ 3,4 milhões de chefe de quadrilha por organizar festa no Copacabana Palace

Preso preventivamente por gerenciar uma organização criminosa especializada no comércio ilegal de cigarros, José Eduardo Neves Cabral recebeu o montante de R$ 3.403.827,79 para organizar a festa de 50 anos de Adilson Coutinho Oliveira Filho, o Adilsinho, apontado como chefe da quadrilha, no Copacabana Palace. De acordo com as investigações da Polícia Federal, a relação entre os…

Preso preventivamente por gerenciar uma organização criminosa especializada no comércio ilegal de cigarros, José Eduardo Neves Cabral recebeu o montante de R$ 3.403.827,79 para organizar a festa de 50 anos de Adilson Coutinho Oliveira Filho, o Adilsinho, apontado como chefe da quadrilha, no Copacabana Palace.

De acordo com as investigações da Polícia Federal, a relação entre os dois começou justamente em maio de 2021, quando a empresa ZC Entretenimento, do filho do ex-governador Sérgio Cabral, foi contratada para promover o evento.

Segundo a representação por medida cautelar de prisão preventiva, busca e apreensão e sequestro de bens da PF, à qual o Globo online teve acesso com exclusividade, José Cabral “recebeu valores oriundos dos crimes perpetrados” e efetuou gastos nesse montante para a festa. A noite foi marcada por episódios de ostentação e excentricidade e reuniu cerca de 500 convidados durante a pandemia do coronavírus.

Na ocasião, os convidados receberam um convite em forma de vídeo com a trilha sonora do filme “O Poderoso Chefão” assistiram apresentações de cantores como Gusttavo Lima, Ludmilla, Alexandre Pires e Mumuzinho.

O evento rendeu uma multa no valor de R$ 15.466,81 e interdição por dez dias ao hotel após a Vigilância Sanitária avaliar como “gravíssimas” as infrações das medidas de combate ao Covid-19. 

O inquérito mostra ainda que, com o ressurgimento da quadrilha, José Cabral assumiu a posição de gerente do bando e efetuou frequentemente pagamentos do valor devido a integrantes do núcleo de seguranças.

Os investigadores perceberam que além dele, pelo menos outros sete envolvidos no esquema, “de forma a confirmar a estrutura criminosa complexa e ramificada em escalões, cada qual com tarefas específicas”. 

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