Dias depois de ser duramente criticado por Sérgio Cabral, o ex-governador Luiz Fernando Pezão deu uma entrevista ao jornalista Marlon Brum, no Estúdio B, na qual evito rebater o antigo padrinho político. Ele disse não guardar mágoas de Cabral, mas tampouco pretende promover algum tipo de reaproximação. Na conversa, Pezão se mostrou confiante numa decisão favorável ao recurso que deu entrada contra sua condenação no âmbito da Lava-Jato e chegou a dar palpites sobre a política fluminense:
“Doutor Luizinho é o sucessor natural do governador Cláudio Castro”.
Fã declarado do deputado federal que hoje ocupa a cadeira da Secretaria estadual de Saúde, Pezão lembrou que Luizinho virou secretário em seu governo, tendo, segundo ele, feito um trabalho espetacular à frente da pasta.
“Esse rapaz vai dar um show à frente da secretaria. Conheço alguns projetos dele, com destaque para essa questão voltada à oncologia e à alta complexidade”, disse Pezão.
Ele garantiu não ter recebido um centavo sequer de empresas que tinham contratos com seu governo, motivo de sua condenação pelo juiz Marcelo Bretas. Qualificou de desastrosa a atuação dos procuradores que o investigaram e desafiou que encontrem qualquer traço de enriquecimento.
Pezão mostrou-se aliviado com a decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF, que trancou o processo ao qual ainda respondia e disse que essa decisão abre uma grande possibilidade para que
seu recurso seja aceito pelo Tribunal Regional Federal. A partir daí, ele disse que pretende trabalhar para voltar à Prefeitura de Piraí, cargo que ocupou por dois mandatos.
“Vivo hoje de uma aposentadoria, do aluguel de um imóvel que tenho no Rio e da ajuda da minha mulher, que está à frente de um projeto cultural envolvendo a Alerj”, conta o ex-governador.
Prestes a completar 68 anos no dia 29 próximo, Pezão mostrou disposição para continuar como um importante personagem político do estado. Revelou que permanece recebendo em sua casa, em Piraí, alguns dos mais importantes caciques da política nacional, dentre eles Cláudio Castro, que lá esteve num fim de semana recente. Sobre o presidente Lula, com quem sempre manteve estreita relação, ele disse ter torcido pela vitória do petista na eleição presidencial “para o bem do Rio e do país”. A Bolsonaro, não poupou críticas:
“Queria que me mostrassem qual a obra que o Bolsonaro fez no Rio, qual o legado que ele deixou. Mesmo tendo construído sua vida política aqui, ele nada fez pelo povo fluminense”.






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