Petrobras anuncia negociações para readquirir controle na Refinaria de Mataripe, vendida no governo Bolsonaro

Fontes envolvidas nas conversações indicam que a Petrobras almeja deter entre 70% e 80% das ações da refinaria

A Petrobras anunciou hoje que está iniciando a fase de avaliação para readquirir uma participação na Refinaria de Mataripe, localizada na Bahia, que foi adquirida pelo Mubadala Capital, braço de investimentos do fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos, em 2021, mediante o pagamento de US$1,8 bilhão pela unidade.

Conforme comunicado pela Petrobras, serão discutidos os detalhes do modelo de negócio mais adequado para ambas as empresas.

Também serão abordados temas como os potenciais investimentos futuros e o desenvolvimento de novas tecnologias em colaboração com o Mubadala Capital.

Fontes envolvidas na negociação indicam que a Petrobras almeja deter entre 70% e 80% das ações da refinaria de Mataripe. O percentual exato dependerá das conversas com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão responsável pela regulação da concorrência no Brasil e que precisa aprovar a transação.

A venda de Mataripe ocorreu durante o governo de Jair Bolsonaro, no âmbito da antiga política de desinvestimento, que foi abandonada após a mudança de governo.

Nas discussões com a Petrobras, será considerado o valor de US$ 500 milhões em investimentos realizados pelo Mubadala, além da aquisição de um parque solar para a geração de energia sustentável na unidade. Ademais, o preço final também considerará o estoque total da unidade no dia do fechamento da operação.

A refinaria tem capacidade de processamento de 333 mil barris por dia, quatro terminais de armazenamento e uma extensa rede de oleodutos com 669 quilômetros de extensão.

Atualmente, a refinaria opera sob um CNPJ próprio e está sob a gestão da Acelen, empresa pertencente ao Mubadala Capital, que estaria aberta a vender parte das operações, desde que a negociação envolva um pagamento em dinheiro por parte da Petrobras.

No caso da operação envolvendo Macaúba, a Petrobras será uma acionista minoritária, detendo entre 20% e 30% das ações. Além disso, estão em curso negociações para que a Adnoc, empresa petrolífera dos Emirados Árabes Unidos, também se torne sócia na unidade de Macaúba, ao lado do Mubadala.

Com informações de O Globo.

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