Nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira indica um cenário de forte pressão por mudanças no comando do estado do Rio de Janeiro. De acordo com o levantamento, 43% dos eleitores defendem uma mudança total na forma de governar a partir de 2027, enquanto 34% preferem ajustes pontuais. Apenas 17% consideram que o modelo atual deve ser mantido.
Os números refletem um ambiente de insatisfação mais amplo após a saída do ex-governador Cláudio Castro, que deixou o cargo em março em meio a questionamentos na Justiça Eleitoral e a um cenário político ainda em definição. O dado mais relevante é que o desejo de mudança não está restrito a um único grupo político, mas atravessa diferentes perfis do eleitorado.
Entre os eleitores que aprovavam a gestão anterior, 34% também defendem uma mudança completa, superando os 26% que preferem a continuidade. Já entre os que desaprovavam o governo, a demanda por ruptura é ainda mais expressiva: 51% querem uma mudança total, contra apenas 14% que defendem a manutenção do modelo.
A opção intermediária, que propõe mudar apenas o que não funciona, aparece como uma alternativa relevante. Ela reúne 36% entre os que aprovavam a gestão e 31% entre os que desaprovavam, consolidando-se como a segunda principal escolha do eleitorado.
O recorte político mostra que o sentimento de mudança também é transversal do ponto de vista ideológico. Entre eleitores alinhados ao presidente Lula, 38% defendem uma mudança total. Já entre bolsonaristas, esse índice sobe para 49%, o maior entre os grupos analisados. Entre eleitores independentes, o percentual chega a 45%.
Os dados indicam convergência entre diferentes segmentos da população em torno da percepção de que o estado precisa de um novo rumo. A leitura é de que, independentemente de posicionamento político, há uma expectativa por mudanças mais profundas no próximo ciclo de governo.
A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número RJ-00613/2026 e realizada entre os dias 21 e 25 de abril. Foram entrevistadas presencialmente 1.200 pessoas com 16 anos ou mais. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.






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