Pesquisa aponta empate entre Kamala e Trump, em semana de debate decisivo nos EUA

Os dois candidatos terão o primeiro e, provavelmente, único encontro até as eleições de novembro

Uma nova pesquisa do New York Times/Siena College mostra Donald Trump com 48% das intenções de voto e Kamala Harris com 47%, configurando um empate técnico dentro da margem de erro de três pontos percentuais.

Em um dos embates eleitorais mais intensos da história recente dos Estados Unidos, o primeiro e possivelmente único debate entre os dois candidatos ocorrerá nesta terça-feira (10) na Filadélfia, Pensilvânia, um estado-pêndulo crucial para definir o resultado das eleições de novembro.

Desde que Joe Biden desistiu da reeleição em 21 de julho, Kamala Harris assumiu a candidatura democrata com força, transformando a disputa em uma corrida apertada.

A vice-presidente está concentrada em Pittsburgh desde quinta-feira, preparando-se para o debate, enquanto Trump intensificou suas aparições públicas nos últimos dias. O debate, com 90 minutos de duração, será transmitido ao vivo pela ABC a partir das 21h (22h de Brasília), sendo um momento decisivo para ambos os candidatos a menos de dois meses das eleições.

Para analistas, debate representa risco maior para Harris

Especialistas apontam que o risco é maior para Harris, que ainda precisa se apresentar melhor ao público americano, enquanto Trump, já amplamente conhecido, busca manter sua base de apoio.

“Os riscos são maiores para Harris do que para Trump porque ele já é muito conhecido, enquanto ela ainda precisa explicar quem é para a maioria das pessoas”, avalia Mark Feldstein, analista de mídia da Universidade de Maryland.

Trump já participou de seis debates

Trump, de 78 anos, famoso por suas declarações controversas, já participou de seis debates presidenciais e usará sua vasta experiência para desestabilizar Harris, a quem chamou de “estúpida” em diversas ocasiões.

Para Harris, o desafio será demonstrar firmeza sem ser vista como “estridente”, uma percepção sexista frequentemente associada a mulheres em cargos de poder. Rebecca Gill, professora de Ciências Políticas da Universidade de Nevada, aponta que Harris pode usar sua experiência como ex-promotora para contra-atacar as alegações de Trump, mas deve evitar parecer vingativa.

O debate será rigorosamente controlado, com os microfones dos candidatos sendo desligados quando não estiverem falando, uma medida vista como vantajosa para Trump, que é conhecido por interromper seus oponentes. A equipe de Harris inicialmente queria que os microfones ficassem abertos o tempo todo, acreditando que isso prejudicaria Trump.

Nos últimos meses, a corrida presidencial nos Estados Unidos tem sido marcada por eventos dramáticos, como a tentativa de assassinato contra Trump e a euforia gerada pela candidatura de Harris. A próxima terça-feira promete ser mais um capítulo dessa disputa histórica.

Com informações do g1

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading