O assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República, Celso Amorim, classificou como absurda a decisão de Israel de declarar Lula “persona non grata” após o presidente comparar o massacre de palestinos em Gaza ao Holocausto.
“Isso é coisa absurda. Só aumenta o Isolamento de Israel. Lula é procurado no mundo inteiro e no momento quem é [persona] non grata é Israel”, disse Amorim nesta segunda-feira (19) ao Blog da Andréia Sadi, no portal g1. Ele ressaltou, no entanto, que se trata de uma opinião pessoal e que ainda não falou com o presidente.
A reportagem também ouviu assessores do Planalto, fontes do Itamaraty e integrantes do PT. Fontes disseram que o presidente está certo em criticar mortes de palestinos, mas que declaração foi ‘falta de freio’ e que ‘nada é comparável ao Holocausto’. Mas há quem concorde com a fala de Lula, como a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, que considerou a declaração do presidente ‘corajosa’ e necessária’.
Parte dos assessores opina que a fala foi feita de um modo equivocado. Uma das fontes diz acreditar que a declaração deu munição para Israel inverter a equação e tirar a pressão sobre a operação em Gaza. “Pode anotar, agora que Lula falou, outros líderes também vão falar”, disse a fonte.
Até o momento, entretanto, nenhum líder de países apoiadores de Israel se manifestou contra Lula.
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