Perícia aponta erro grave em pilastra que matou criança no Recreio

Estrutura tinha apenas 3 cm de profundidade, muito abaixo do mínimo exigido pelas normas técnicas

A perícia realizada pela Polícia Civil revelou que a pilastra que desabou e matou Maria Luísa Oldembergas, de 7 anos, no condomínio Puerto Madero, no Recreio dos Bandeirantes, não atendia às normas de segurança exigidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). O laudo aponta que a estrutura estava fixada a apenas 3 centímetros no solo, enquanto o mínimo exigido para esse tipo de instalação seria de 10 centímetros. No caso específico da pilastra do condomínio, a profundidade correta deveria ser de 31,25 centímetros.

Maria Luísa Oldembergas tinha 7 anos

Os peritos também constataram que a ancoragem das barras de aço da coluna estava completamente fora dos padrões técnicos mínimos. O perito criminal Telles Braga Correia afirmou que o local já passou por reformas desde a entrega do condomínio, há cerca de 15 anos, o que pode ter impactado a integridade da estrutura.

Para o engenheiro civil e professor da UERJ Júlio César da Silva, o acidente pode ter sido causado por um erro na concepção ou na execução do projeto, agravado pela falta de manutenção. Ele explica que, além do problema construtivo, a deterioração natural da estrutura pode ter reduzido sua resistência ao longo do tempo.

Tragédia ocorreu em 4 de março, quando crianças brincavam

A tragédia ocorreu no dia 4 de março, enquanto crianças brincavam em uma rede de balanço. Duas meninas mais velhas empurravam o brinquedo com outras quatro menores dentro, quando uma das pilastras cedeu, atingindo Maria Luísa. Testemunhas relataram que as crianças tentaram socorrer a amiga imediatamente, retirando os escombros, enquanto um funcionário do condomínio chegou ao local e acionou os bombeiros.

O Corpo de Bombeiros tentou reanimar a menina por cerca de 40 minutos, mas sem sucesso. O caso é investigado pela 42ª DP como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. O delegado Alan Luxardo afirma que ainda são necessários novos elementos para a conclusão do inquérito e a definição dos responsáveis.

Maria Luísa era a filha caçula de um casal que se mudou de Curitiba para o Rio de Janeiro por motivos profissionais.

Com informações de O Globo

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