Levantamento da empresa de pesquisas Datafolha, divulgado na sexta-feira (3), aponta uma mudança significativa na percepção dos brasileiros sobre as causas da pobreza no país. Segundo o estudo, quase dobrou em quatro anos a parcela da população que associa a pobreza à “preguiça de pessoas que não querem trabalhar”.
Em 2022, 22% dos entrevistados compartilhavam essa visão. Em 2026, o percentual subiu para 40%, um aumento expressivo no período analisado.
Apesar da alta, a maioria dos brasileiros ainda atribui a pobreza a fatores estruturais, como a falta de oportunidades iguais que permitam a ascensão social. Esse grupo, no entanto, apresentou queda: passou de 76% em 2022 para 58% em 2026.
Outros 3% dos entrevistados não souberam responder.
O levantamento indica uma mudança relevante na forma como parte da população interpreta a desigualdade social no Brasil, com crescimento da responsabilização individual e redução da percepção de causas estruturais.
Ainda assim, a leitura predominante continua sendo a de que a pobreza está ligada às condições desiguais de acesso a oportunidades, educação e mobilidade social.






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