Pesquisa Genial/Quaest: Lula pode vencer no primeiro turno, cai apoio do eleitor a uma terceira via e sobe avaliação negativa de Bolsonaro

A avaliação negativa de Jair Bolsonaro volta a crescer nacionalmente e a preferência por uma terceira via encolhe, dando mais vantagem para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conforme dados da terceira edição da pesquisa feita pela Quaest Consultoria e encomendada pela Genial Investimentos, divulgada hoje no blog de Vicente Nunes no Correio Braziliense.…

A avaliação negativa de Jair Bolsonaro volta a crescer nacionalmente e a preferência por uma terceira via encolhe, dando mais vantagem para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conforme dados da terceira edição da pesquisa feita pela Quaest Consultoria e encomendada pela Genial Investimentos, divulgada hoje no blog de Vicente Nunes no Correio Braziliense.

Enquanto a avaliação negativa de Bolsonaro cresce entre o eleitorado, o ex-presidente Lula ganha terreno e mantém a liderança nas intenções de voto no primeiro turno nos cinco cenários pesquisados. E, em um eventual segundo turno, o petista vence todos os candidatos em todos os cenários em que aparece na disputa com Bolsonaro, Ciro Gomes (PDT), João Doria (PSDB) e Rodrigo Pacheco (DEM).

A pesquisa aponta Lula na liderança isolada, com 47% dos votos, contra 26% de Bolsonaro, 9% de Ciro Gomes (PDT) e 6% de João Doria (PSDB). Ao todo, 8% disseram que não votariam em nenhum candidato e 5% estão indecisos.

Em outro cenário, o petista alcança 46% dos votos e Bolsonaro, 26%. Ciro atinge 8%, Doria, 6%, e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), 1%. De acordo com os dados, 7% disseram que não votariam em postulante algum e 5% relataram indecisão.

Em um terceiro cenário, Lula, Bolsonaro e Ciro conseguem os mesmos percentuais – 46%, 26% e 8%, respectivamente. Doria alcança 5% e a senadora
Simone Tebet (MDB-MS), 2%. Segundo as estatísticas, 8% não optaram por candidatura alguma e 5% disseram estar indecisos.

Em um quarto cenário, o ex-presidente Lula atinge 44% do eleitorado e Bolsonaro, 25%, seguido pelo apresentador José Luiz Datena (PSL), com 7%. Ciro aparece com 6% e Doria com 3%, seguido pelo ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM), com 2%, e por Simone Tebet, com 1%. Ao todo, 6% afirmaram que não votariam em postulante algum e 5% ficaram entre os indecisos. 

No quinto cenário, Lula consegue 44% dos votos e Bolsonaro 24%, seguido por Ciro e por Datena, os dois com 7%. Depois viriam Mandetta e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), ambos com 2%, e Simone Tebet, com 1%. Os números mostraram que 7% não apontaram preferência alguma e 5% relataram indecisão.

Em três dos cinco cenários testados, Lula tem percentual de votos maior do que a soma de todos os demais candidatos, o que lhe daria a vitória no primeiro turno. Nos outros dois cenários, seu percentual é igual ao da soma dos demais, faltando-lhe apenas 1 ponto percentual para vencer no primeiro turno.

Gráfico com os 5 cenários do primeiro turno:

Em um eventual segundo turno, Lula vence vence Bolsonaro com 55% dos votos e Bolsonaro, com 30%, mostra queda na preferência enquanto o petista tem leve melhora. Em agosto, o petista tinha 54% e o atual presidente, 33%.

Já Bolsonaro só venceria em um eventual segundo turno se a disputa fosse com Rodrigo Pacheco. E, mesmo assim com uma margem apertada, de 36% contra 33%. Em segundo turno entre Ciro Gomes e Bolsonaro, o pedetista tem 45% das intenções de voto contra 33% do atual presidente.

Gráfico com cenários do segundo turno:

A principal razão dos entrevistados pelo voto em Lula é a gestão, com 59% das respostas, seguida pela economia, com 12%. Em relação a Bolsonaro, 27% responderam que votam nele pela gestão e 25% dizem que são anti-PT.

A pesquisa mostra também que, ao serem questionados sobre quem prefere que vença, 45% dos entrevistados responderam preferir Lula, dado acima dos 42% de agosto e dos 41% de julho.

Enquanto isso, a preferência por uma terceira via só apresentou queda no mesmo período. Contudo, permanece maior do que a preferência por Bolsonaro, que ficou em 23% em setembro, após subir de 24% para 26% entre julho e agosto.

O percentual de entrevistados que não pretendem votar nem em Lula nem em Bolsonaro passou de 31%, em julho, para 28%, em agosto, e para 25%, em setembro.

Após ficar tecnicamente estável na pesquisa Genial/Quaest de agosto em relação à de julho, passando de 45% para 44%, a avaliação negativa de Bolsonaro cresceu na edição de setembro, chegando a 48% dos entrevistados. Enquanto isso, a avaliação positiva, de 26%, em julho e em agosto, encolheu para 24% na mesma base de comparação. A avaliação regular ficou entre 27%, nos meses de julho e agosto, e em 26%, em setembro.

A avaliação negativa de Bolsonaro apresentou crescimento em três regiões entre agosto e setembro: Nordeste, Sudeste e Sul. Conforme os dados do levantamento, o Nordeste foi a região do país onde a rejeição a Bolsonaro tem o maior percentual negativo, de 59%, acima dos 53% registrados em agosto.

No Sudeste, passou de 42% para 47%, na mesma base de comparação. E, no Sul, subiu de 36% para 39%. No Norte e no Centro-Oeste, houve uma leve queda na avaliação negativa do presidente, para 40%, mas dentro da margem de erro de três pontos percentuais. Já avaliação positiva de Bolsonaro cresceu no Sul, passando de 29% para 32% entre agosto e setembro, mas ficou estável no Centro Oeste.

A nova edição Genial/Quaest apresentou algumas novidades. Ampliou a amostra de entrevistas face-a-face, passando de 1,5 mil para 2 mil pessoas. A quantidade de cidades visitadas de aumentou 95 para 123. A confiabilidade da pesquisa é de 95% e a margem de erro, três pontos percentuais.

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