Penas de pássaros em turbina de avião que explodiu reforçam hipótese de colisão com aves

Ministro dos Transportes coreano renuncia; falhas na infraestrutura do aeroporto também são investigadas

Investigadores reforçam hipótese de colisão com pássaros em tragédia que matou 179 pessoas; ministro dos Transportes anuncia renúncia

Penas de pássaro foram encontradas em uma das turbinas do Boeing 737-800 da Jeju Air que explodiu na Coreia do Sul em dezembro, matando 179 pessoas. A descoberta, revelada nesta terça-feira (7) pelo chefe dos investigadores, Lee Seung-yeol, reforça a hipótese de colisão com pássaros como uma das possíveis causas do acidente.

Segundo Seung-yeol, as penas estavam no motor recuperado dos destroços, e imagens de vídeo capturaram o momento da colisão. O piloto relatou o impacto com pássaros três minutos antes do pouso e declarou emergência. Embora o evento seja tratado como uma evidência importante, as autoridades investigam outros fatores, incluindo falhas no trem de pouso e a presença de um muro de concreto próximo ao final da pista no Aeroporto de Muan.

A tragédia ocorreu em 29 de dezembro, quando o voo que partiu de Bangkok tentou aterrissar na cidade sul-coreana. Entre os 181 passageiros e tripulantes, apenas duas pessoas sobreviveram.

Diante do desastre, o ministro dos Transportes, Park Sang-woo, anunciou sua intenção de renunciar. “Como responsável pela segurança da aviação, sinto grande responsabilidade por este desastre. Estou discutindo o momento certo para deixar o cargo”, afirmou.

Enquanto isso, os gravadores de voz e dados da aeronave estão sendo analisados, com parte do material enviado aos Estados Unidos para recuperação. Especialistas destacaram que o barranco próximo à pista, usado para sustentar antenas de navegação, era inadequado e pode ter contribuído para o acidente.

As investigações continuam, envolvendo a Jeju Air, a administração do Aeroporto de Muan e o Ministério dos Transportes. O governo sul-coreano prometeu reforçar as medidas de segurança nos aeroportos para evitar novas tragédias.

Com informações do g1

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