Pedro Ernesto retoma realização de transplantes e cirurgias cardíacas, inclusive em crianças

Passado o momento mais crítico da pandemia de Covid-19, o Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe) está retomando transplantes e cirurgias em pacientes com insuficiência cardíaca.  A ação, que atinge adultos e crianças, ocorre num momento de ampliação nas áreas de cirurgia, diagnóstico e cuidados paliativos da unidade de saúde da Universidade do Estado do Rio…

Passado o momento mais crítico da pandemia de Covid-19, o Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe) está retomando transplantes e cirurgias em pacientes com insuficiência cardíaca. 

A ação, que atinge adultos e crianças, ocorre num momento de ampliação nas áreas de cirurgia, diagnóstico e cuidados paliativos da unidade de saúde da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), com aquisição de novos equipamentos e restruturação de espaços, em função dos investimentos realizados nos últimos dois anos.

– O Hupe é um centro de excelência na área de saúde, sendo referência numa série de especialidades. Por isso, estamos investindo maciçamente tanto em infraestrutura quanto em novos aparelhos, de forma a poder melhor atender a população do estado do Rio de Janeiro – disse o reitor Ricardo Lodi.

Muito embora o Hupe tenha deixado de realizar transplantes de coração por 14 anos, permanece sendo uma das unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) a realizar o procedimento tanto em rins, como em córneas e medulas. 

Com a retomada, os pacientes com insuficiência cardíaca grave, que não tinham opção cirúrgica, terão como entrar na fila do Programa Estadual de Transplantes da Secretaria de Estado de Saúde (SES) para aguardar o recebimento de um órgão compatível.  

– Estamos nos preparando para os desafios, investindo no diagnóstico e no tratamento clínico e cirúrgico dos pacientes e pretendemos ampliar ainda mais os transplantes para realizarmos também os de fígado e de pulmão – ressaltou o diretor do Hupe, Ronaldo Damião.

Os investimentos no Hupe vão proporcionar o aumento na quantidade de cirurgias cardíacas. Isso se deve às melhorias estruturais nos Centros de Tratamentos Intensivos (CTIs), incluindo compra de monitores de última geração e respiradores para todos os pacientes. A intenção é que o número de adultos atendidos passe de 500 para 800 por ano. 

A novidade também atinge o setor pediátrico, com a reativação das cirurgias cardíacas em crianças e em bebês. Entre os pacientes a serem beneficiados, estão os do Núcleo Perinatal do Hupe, referência em gravidez de alto risco no Rio de Janeiro, com grande demanda para intervenções simples e complexas.

– Nós buscamos a valorização da vida, por isso a preocupação em aplicar na saúde, no cuidado com o outro, porque a Uerj muda a vida das pessoas – concluiu Ricardo Lodi.

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