O PDT aceita que uma mulher trans se filie ao partido, dispute uma eleição, e celebra o fato de ela ter sido a vereadora mais votada a história de Belo Horizonte.
Até aí, tudo bem, e o PDT acredita que, com isso, cumpriu sua tarefa identitária. Mas para por aí. A vereadora trans não pode ser tratado de fato como “ela” e muito menos poderá participar de uma peça de propaganda com as demais mulheres do partido.
É o que o Metrópoles conta que aconteceu ontem.
O Partido Democrático Trabalhista (PDT) deixou a vereadora trans Duda Salabert (PDT-MG) fora de duas campanhas sobre a participação de mulheres na política.
Vídeos divulgados pelo partido do presidenciável Ciro Gomes trazem várias filiadas à sigla, mas deixaram de lado a vereadora mais votada da história de Belo Horizonte.
A escolha do PDT levantou questionamentos. Em resposta a um apontamento feito pela escritora travesti Lana de Holanda, Duda lembrou que “as duas vereadoras mais votadas da última eleição no país são travestis”, em referência à sua campanha e a de Erika Hilton (PSol-SP).
Erika também criticou a exclusão: “Espero que os outros partidos que têm trans eleitas, inclusive o meu, não façam isso. E que nos apoiem, enquanto mais votadas, nas eleições 2022”. Em outro post, ela disse que as duas farão história de novo, tendo apoio dos partidos ou não.
Ciro Gomes compartilhou uma das propagandas do PDT neste domingo (6) em uma rede social, mas não chegou a comentar a falta de Duda Salabert. Junto às imagens, ele disse que essa é “mais uma inserção nacional do PDT lembrando as discriminações e a violência que as mulheres sofrem no Brasil”.






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