O parlamento israelense aprovou nesta quarta-feira (17) uma resolução rejeitando a solução de dois estados. O projeto foi patrocinado pela coalizão de Netanyahu e aprovado por maioria esmagadora (68-9), informa a Fepal – Federação Árabe Palestina do Brasil.
“O Knesset [Parlamento] de Israel se opõe firmemente ao estabelecimento de um estado palestino a oeste da Jordânia. O estabelecimento de um estado palestino no coração da Terra de Israel representará um perigo existencial para o Estado de Israel e seus cidadãos, perpetuará o conflito israelense-palestino e desestabilizará a região”, afirma o texto da resolução.
A Solução de dois Estados é um projeto de criação e de coexistência pacífica dos Estados independentes de Israel e da Palestina que visa acabar com as disputas de soberania política, territorial e militar na região. No entanto, não há consenso sobre os termos desta proposta. Enquanto algumas organizações políticas palestinas, como a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), reconhecem a legitimidade e a soberania de Israel, outras, como o Hamas, pretendem a existência apenas de um Estado Palestino.
Já Israel reconhece a Autoridade Nacional Palestina (ANP) como administradora dos territórios palestinos, mas não reconhece a legitimidade da Palestina, e por isso segue com planos de anexação dos territórios nomeadamente palestinos.
Segundo essa hipótese, a solução do conflito residiria na criação de dois Estados separados na parte ocidental da Palestina histórica — um judeu e o outro árabe.
Aos árabes residentes na Cisjordânia ou na Faixa de Gaza seria dada a cidadania do novo Estado palestino. Tal cidadania seria oferecida também aos refugiados palestinos. Quanto aos árabes residentes em Israel, teriam a oportunidade de escolher entre a cidadania israelense ou palestina.
A possível fronteira definitiva entre os dois Estados ainda é alvo de disputas e negociações, com lideranças palestinas e árabes reclamando as “fronteiras pré-1967”, o que não é aceito por Israel, que reclama para si o território do antigo Mandato Palestino (incluindo Jerusalém).
Com informações do portal 247 e da Wikipédia
