Parlamento do Reino Unido aprova divulgação de documentos confidenciais sobre ex-prícipe Andrew

Arquivos tratam da nomeação de irmão do Rei Charles III como enviado comercial e podem ser liberados após investigação policial

O Parlamento do Reino Unido aprovou, nesta terça-feira (24/2), a divulgação de documentos confidenciais relacionados à nomeação de Andrew Mountbatton-Windsor como enviado comercial do país. A decisão ocorre em meio a investigações que envolvem o ex-integrante da família real britânica e seus vínculos com o financista Jeffrey Epstein.

Segundo reportagem do portal Metrópoles, a medida foi respaldada pelo governo, que concordou em liberar os arquivos. No entanto, parte do material poderá ter a publicação adiada até que a polícia conclua as apurações em curso.

Pressão por transparência

O ministro do Comércio, Chris Bryant, defendeu a abertura dos documentos como um gesto de responsabilidade institucional diante da gravidade das acusações envolvendo Epstein e sua rede de contatos.

“Francamente, é o mínimo que devemos às vítimas dos horríveis abusos perpetrados por Jeffrey Epstein e outros, abusos que foram facilitados, auxiliados e instigados por um extenso grupo de indivíduos arrogantes, prepotentes e, muitas vezes, ricos, neste país e em outros”, declarou Bryant.

A fala reforça a pressão política por transparência no caso e amplia o debate público sobre o papel de autoridades e figuras influentes que mantiveram relações com o financista, acusado de explorar e abusar sexualmente de menores.

Investigação e suspeitas

Andrew Mountbatton-Windsor foi detido na semana passada sob suspeita de má conduta em cargo público. Ele prestou depoimento e foi liberado posteriormente. O ex-príncipe já negou qualquer irregularidade relacionada a seus vínculos com Jeffrey Epstein.

O foco da investigação é a suspeita de que, enquanto exercia função oficial, Andrew tenha vazado documentos sigilosos a Epstein. As autoridades ainda não divulgaram detalhes sobre o teor dos supostos arquivos nem sobre o estágio das apurações.

O membro da realeza ocupou o cargo de “representante especial para comércio e investimento internacional” entre 2001 e 2011, período em que atuou na promoção de interesses comerciais britânicos no exterior. A função lhe dava acesso a informações estratégicas e a interlocutores de alto nível no setor empresarial e diplomático.

Possível adiamento da divulgação

Apesar da autorização parlamentar para a liberação dos documentos, o governo indicou que a divulgação de parte do material poderá ser postergada. A justificativa é evitar interferências na investigação policial em andamento.

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