A prefeitura do Rio anunciou que que terá de vender 45 imóveis da cidade, entre escolas, prédios apontados como de valor histórico ou sem uso e terrenos na Zona Oeste, para arrecadar cerca de R$ 440 milhões, que seriam usados para pagar o 13° salário do funcionalismo público.
O anúncio foi feito pelo secretário municipal de Fazenda e Planejamento, Pedro Paulo Carvalho, e já enfrenta reação contrária dos partidos de oposição, embora a prefeitura tenha maioria na Câmara de Vereadores para aprovar a medida.
O secretário municipal justifica:
— O nosso objetivo é, sim, aumentar as receitas e incentivar o mercado imobiliário. A prefeitura e o governo federal são os maiores latifundiários da capital. Não faz sentido que não possamos nos desfazer, estrategicamente, de alguns espaços. Além disso, na lista, há imóveis em péssimo estado de conservação, obtidos judicialmente através de penhoras — diz. — Precisamos fazer dinheiro. Não é possível que tenhamos um ativo imobiliário enorme, sem pagar o 13º salário do funcionalismo público.
Num desses endereços, fica o prédio a Biblioteca Escolar Vinicius de Moraes, na Gávea (foto), incluído no pacote após o governo recuar em relação à negociação do imóvel da Escola Municipal Cícero Penna, na Avenida Atlântica, em Copacabana, que gerou na época protestos de pais, alunos e professores. Com valor histórico, a Casa Affonso Arinos, em Botafogo, também está na lista, assim como a sede da Guarda Municipal, que fica no mesmo bairro.
O vereador Paulo Pinheiro (PSOL) contesta:
— Ninguém explicou à Câmara como a escolha desses imóveis foi feita. E, desde o início do ano, temos batido na tecla de que não é possível que achemos normal vender prédios históricos e de uso comunitário. Não somos contra vender alguns imóveis, mas somos contra esse volume de vendas e com tanta pressa.






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