Em conflito com a TV Gazeta, sua afiliada em Alagoas, que pertence ao ex-presidente Fernando Collor, a TV Globo quer encerrar a parceria, que terminou em dezembro de 2020. No entanto a Gazeta conseguiu na Justiça uma liminar para manter o vínculo até 2028. A Globo recorreu e aguarda uma decisão definitiva do Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas (TJ-AL).
Em um relatório entregue ao TJ-AL, a Globo alega que a Gazeta descumpriu várias cláusulas de compliance e administração, que seriam motivos suficientes para a rescisão do contrato. O documento, obtido pela Folha de S.Paulo, cita três irregularidades: superfaturamento de salários, assédio moral e sobrecarga de trabalho. A emissora já alegara que, por suas regras de compliance, não pode ter relações com uma emissora que teria sido usada para Collor receber propina, segundo sentença do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a Globo, a Gazeta paga R$ 67 mil por mês a um executivo, valor muito acima do mercado para o setor de comunicação em Alagoas, o segundo menor estado do país. A emissora também apresentou três condenações judiciais contra a Gazeta por estafa de ex-funcionários, que relataram excesso de trabalho e assédio moral na empresa de Collor.
Segundo as alegações da Globo, a
Com relação a assédio moral, a Globo apresentou ao menos três condenações judiciais contra a TV Gazeta em ações movidas por ex-funcionários. Todas tratam de estafa por excesso de trabalho na emissora de Collor a gestão da TV Gazeta não mudou nem mesmo após a morte de um funcionário de 24 anos, em 2008. Na época, Roberto Souza trabalhou por 24 horas seguidas e, ao retornar de carro para casa, cochilou ao volante e sofreu um acidente fatal.





