Para driblar repressão, imprensa da Venezuela usa IA e cria jornalistas que divulgam informações (veja vídeo)

Jornalistas virtuais divulgam dados produzidos e checados por profissionais de imprensa sobre o que está ocorrendo no país

Por medidas de segurança, a imprensa venezuelana está se valendo da Inteligência Artificial (IA) para divulgar informações sobre o que está ocorrendo no país desde as eleições de 28 de julho. A “Operação Retuit” conta com La Chama e El Pana, dois jornalistas criados por IA, que incentivam o compartilhamento de “conteúdo real, verificado e de qualidade” sobre a situação no país.

“Compartilhem as informações sobre o que realmente está acontecendo na Venezuela”, dizem Chama e Pana para em seguida alertarem que são criações de IA. O motivo? “Desde 28 de julho, aumentou a repressão e perseguição a quem não pense como a versão oficial e exercite o contraditório”, explicam.

Profissionais virtuais divulgam dados produzidos e checados por profissionais de imprensa sobre o que está ocorrendo no país

Os jornalistas virtuais frisam, porém, que as informações divulgadas são reais e criados por profissionais de imprensa de uma dezena de órgãos de imprensa e parte de um esforço que inclui veículos de mídia em 13 países.

O país vive uma escalada de protestos e tensões desde que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) declarou a vitória de Nicolás Maduro, sem, no entanto, mostrar as atas de votação que comprovem o resultado. A oposição, por sua vez, diz que o opositor Edmundo Urrutia venceu o pleito com 67% dos votos.

Apesar da crescente pressão internacional, incluindo do governo brasileiro e da ONU, o governo Maduro vem se recusando a mostrar as atas de votação. Os protestos ocorridos na Venezuela após a reeleição do presidente Maduro resultaram em 25 mortes e 192 feridos, informou na última segunda-feira (12) o procurador-geral Tarek William Saab.

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