No segundo dia de visita ao Líbano, o Papa Leão XIV fez um forte apelo à reconciliação entre cristãos, muçulmanos e drusos, em um país ainda marcado pelas divisões da guerra civil do século passado.
Visita ao túmulo de São Charbel e mensagem sobre simplicidade
O pontífice deixou a movimentada orla de Beirute e seguiu para Annaya, no norte do país, onde visitou o mosteiro que abriga o túmulo de São Charbel. Leão XIV destacou que o santo libanês oferece ensinamentos urgentes para a atualidade: silêncio em meio ao barulho, modéstia frente à ostentação e pobreza diante da busca por riquezas.
Encontro ecumênico e símbolo de reconciliação
O momento mais simbólico da agenda ocorreu na Praça dos Mártires, durante um encontro ecumênico ao lado de líderes cristãos, muçulmanos e drusos. Relembrando as profundas feridas da guerra civil, que deixou mais de 150 mil mortos, o Papa plantou uma muda de oliveira. Ele afirmou que a árvore representa resistência, reconciliação e o compromisso de cultivar a paz mesmo em cenários adversos.
Jovens celebram mensagem de esperança
Ao pôr do sol, milhares de jovens receberam o pontífice em Bkerke, sede do Patriarcado Maronita. Muitos, como Cristina, declararam esperar que o atual clima de paz se mantenha após a visita. A relação próxima entre o Papa e a juventude voltou a se destacar no encontro.
Força do povo libanês e papel da juventude
Considerada essencial para fortalecer a comunidade cristã local, a visita também busca inspirar a juventude de um país fragmentado por conflitos. Em discurso iniciado em árabe e seguido em inglês, Leão XIV comparou a força do povo libanês ao cedro — símbolo nacional — e afirmou que a esperança está nos jovens, cujo espírito determinado pode transformar o futuro do Líbano.






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