Paes defende Crivella nas eleições e tenta associar Luiz Lima a Witzel

RICARDO BRUNO No primeiro dia de campanha, o candidato líder das pesquisas, Eduardo Paes, fez dois movimentos com objetivos estratégicos. Defendeu a presença de Marcelo Crivella nas eleições e assombrou os eleitores com o fantasma de Wilson Witzel, o outsider desastroso que venceu às eleições de 18 com a bandeira da renovação política e, ao…

RICARDO BRUNO

No primeiro dia de campanha, o candidato líder das pesquisas, Eduardo Paes, fez dois movimentos com objetivos estratégicos. Defendeu a presença de Marcelo Crivella nas eleições e assombrou os eleitores com o fantasma de Wilson Witzel, o outsider desastroso que venceu às eleições de 18 com a bandeira da renovação política e, ao revés, agravou terrivelmente a crise porque passa o estado.

Por trás dos comentários do candidato, há dois nítidos propósitos: levar à frente a polarização com Crivella e bloquear o potencial crescimento de Luiz Lima, o candidato do PSL, que se mostra nesta eleição, à exemplo de Witzel, como um nome novo, com apoio de parte do núcleo bolsonarista.

Em sua live com Dudu Nobre, em pelo menos duas oportunidades, Paes alertou os eleitores para o perigo de um novo Witzel. Por suposto, a associação não visaria a atingir a honra do candidato do PSL, mas de apenas mostrar semelhanças entre os movimentos de campanha de um e de outro. Tal como Witzel, Lima se apresenta como “um nome novo para um Rio novo”.

— Nós não podemos mais deixar a prefeitura na mão de incompetentes ou de farsantes. De novos Crivellas ou novos Witzel. Em 2016, o Rio de Janeiro elegeu um incompetente para cuidar da cidade, muito mais por rejeição ao adversário. O custo dessa incapacidade é absurdamente e alto. A prefeitura deixou de funcionar. O Rio passou por duas epidemias. O Crivella 2016, ano em que foi eleito. e o Covid-19. Em 2018, a população acreditou numa farsa. Um ex-juiz que nunca subiu uma favela na vida — disparou.

Mais cedo, em entrevista, Paes deixou também claro o que todos já imaginavam Que ele deseja mesmo enfrentar no segundo turno Marcelo Crivella, supostamente o candidato ideal para ser derrotado num confronto mano a mano, através do cotejo de realizações entre os governos de ambos.

– Torço para que o Crivella resolva o problema dele (foi declarado inelegível pelo TRE). Eu quero que ele perca a eleição no voto. Não no tapetão. Quero que ele seja eliminado é pelos cariocas – afirmou.

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