Paes critica TCE por rejeição em massa de contas de prefeituras

Para prefeito do Rio, “estão tratando gestores públicos como criminosos” e inviabilizando trajetórias políticas

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), criticou nesta quarta-feira (22) o Tribunal de Contas do Estado (TCE) após a divulgação de pareceres contrários à aprovação das contas de gestão de várias prefeituras fluminenses. Para Paes, a corte estaria “tratando gestores públicos como criminosos” e inviabilizando trajetórias políticas.

A declaração, publicada nas redes sociais, ocorre em um momento em que Paes se movimenta para consolidar sua liderança política no estado e preparar sua candidatura ao governo do Rio em 2026. Ele defendeu o papel dos prefeitos: “A realidade de quem conduz uma cidade é muito dura!”, afirmou Paes na postagem.

Ele também comparou a atuação do TCE à de um professor com uma turma reprovada, sugerindo que o problema estaria no tribunal, não nas administrações municipais.

“Quando o professor de uma turma tem uma maioria de reprovados, definitivamente o problema não é com os alunos e sim com o professor”, escreveu Paes. “É absolutamente impressionante a quantidade de contas rejeitadas por aquela corte. Estão tratando gestores públicos como criminosos e inviabilizando trajetórias políticas de muitas realizações.”

A crítica veio após a divulgação de que o TCE sugeriu a reprovação das contas de 12 das 13 cidades da Região Metropolitana analisadas até agora. Apenas Guapimirim teve parecer técnico favorável. As prefeituras de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Nilópolis, Japeri, Seropédica, Itaboraí, Magé, São Gonçalo, Niterói, Mesquita e Queimados estão entre as que receberam pareceres contrários — ainda sujeitos à defesa e votação final nas câmaras municipais.

Os técnicos do tribunal apontaram irregularidades como falta de investimentos mínimos em saúde e educação, déficits nas contas públicas, descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal e problemas no regime previdenciário dos servidores.

Paes, que já administra o Rio pela terceira vez e tem se posicionado como nome viável para o Palácio Guanabara, tenta se diferenciar de outras lideranças estaduais. O tom político da crítica ao TCE reforça sua estratégia de se apresentar como defensor dos prefeitos e das gestões municipais frente ao rigor da corte de contas.

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