Padilha reformula estrutura do Ministério da Saúde e muda comando em metade das secretarias

Pasta agora se concentrará em garantir “Mais Acesso a Especialistas” no SUS

O novo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, promoveu uma reformulação significativa em sua equipe ao trocar metade dos secretários da pasta nesta terça-feira (11). Com o objetivo de reforçar a nova marca do governo Lula, o ministério agora se concentrará em garantir “Mais Acesso a Especialistas” no Sistema Único de Saúde (SUS), visando melhorar a eficiência e reduzir o tempo de espera por atendimentos médicos.

Entre as mudanças, Padilha mudou o comando da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SAVS), um ponto crítico que havia contribuído para a saída da ex-ministra Nísia Trindade. A médica e sanitarista Mariângela Simão, que atuou anteriormente como diretora adjunta da Organização Mundial da Saúde (OMS), assume a liderança da secretaria, encarregada da gestão do controle da dengue e das campanhas de vacinação.

Adriano Massuda, que já tinha experiência na pasta, foi nomeado secretário-executivo do ministério. Ele havia liderado a Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (Saes), responsável pelo programa “Mais Acesso a Especialistas”, uma das principais iniciativas do governo Lula para melhorar o acesso a cirurgias, exames e tratamentos no SUS. Seu lugar na Saes será ocupado pelo médico Mozart Sales, que atuava como assessor especial na Secretaria de Relações Institucionais.

Além disso, o secretário de Atenção Primária, Felipe Proenço, foi transferido para a Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde, enquanto Ana Luiza Caldas assume o cargo de secretária de Atenção Primária. A economista Fernanda De Negri, diretora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), foi escolhida para liderar a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, que se responsabiliza por parcerias e a aplicação de novos tratamentos no SUS.

Padilha manteve Ana Estela Haddad na Secretaria de Informação e Saúde Digital e Ricardo Weibe Tapeba na Secretaria de Saúde Indígena. Durante sua cerimônia de posse, o ministro enfatizou a necessidade urgente de reduzir o tempo de espera para atendimentos especializados, afirmando que essa questão é uma prioridade para sua gestão e um compromisso do governo. “Não há solução mágica para um gargalo que ultrapassa décadas, agravado pela pandemia e pelo descaso do governo anterior”, concluiu.

Com informações da CNN Brasil

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