Pacheco cita Dino sobre vaga no STF: ‘não se faz campanha, mas também não se nega’

Senador afirma que respeitará qualquer decisão de Lula e reforça entusiasmo do presidente com sua possível candidatura ao governo de Minas

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou nesta quinta-feira (16) que não conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre uma possível indicação para o Supremo Tribunal Federal (STF). O nome do senador é apontado como favorito do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), e de parte do Legislativo para ocupar a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. Ainda assim, Lula teria preferência pelo advogado-geral da União, Jorge Messias.

Pacheco destacou que não recusaria uma eventual indicação de Lula, mas garantiu que respeitará a decisão do presidente — seja para o Supremo ou para disputar o governo de Minas Gerais com o apoio do petista.

“Faz um tempo que conversei com o presidente Lula, sobre candidaturas em Minas, ele está muito entusiasmado com isso. Eu não posso comentar sobre o STF, mas fico honrado com os incentivos que Lula me dá para ser candidato ao governo. Eu fico honrado de receber reconhecimentos, apoios, mas são meras manifestações. Esse é uma decisão do presidente que será respeitada, seja lá qual for. Como já disse o ministro do STF Flávio Dino, quando estava cotado, ‘não se faz campanha para isso, mas também não se nega’. A decisão do Lula será respeitada, não vou fazer especulações”, declarou.

Pacheco tem base sólida no Congresso

A fala de Pacheco ecoa a posição adotada anteriormente por Flávio Dino, atual ministro do Supremo, quando era cogitado para a Corte. O senador mineiro, que tem base sólida no Congresso e boa interlocução com o Judiciário, é considerado um dos nomes de maior peso político entre os cotados.

Nesta semana, Pacheco participou de um encontro em Brasília com os presidentes do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, e do Superior Tribunal de Justiça, Herman Benjamin, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

A reunião havia sido marcada por Alcolumbre, que fez questão de incluir o colega. “Foi um encontro marcado pelo diálogo aberto e pela parceria institucional em busca do melhor para o país. Fiz questão da presença do presidente Rodrigo Pacheco, autor do projeto de atualização do Código Civil e presidente da comissão temporária criada para debater o tema”, escreveu Alcolumbre nas redes sociais.

Ministro do TCU também é citado

Além de Pacheco e Jorge Messias, o ministro do Tribunal de Contas da União, Bruno Dantas, é outro nome lembrado para a sucessão de Barroso. Cada um dos três reúne apoios distintos: Messias é o preferido de Lula; Pacheco conta com endosso do Congresso e de parte do STF; e Dantas mantém boas relações com os três Poderes.

O favoritismo de Pacheco entre senadores e o respaldo de Alcolumbre reforçam sua força política na corrida pela cadeira do Supremo — mas, como o próprio presidente do Senado faz questão de lembrar, a palavra final cabe a Lula.

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