O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), fez a leitura nesta quarta-feira (6) do requerimento para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as denúncias de corrupção no âmbito do Ministério da Educação. A medida oficializa a criação da CPI, embora seus trabalhos, na prática, só devam começar depois das eleições deste ano. Pacheco também leu outros dois requerimentos de CPIs que foram propostos por senadores da base governista.
Uma delas surgiu como reação à CPI do MEC proposta pela oposição e visa investigar as obras paradas do Ministério da Educação durante os governos do PT —no período de 2006 a 2018. A outra pretende abordar a atuação do narcotráfico e do crime organizado na região Norte do país. Além de abrir as Comissões Parlamentares de Inquérito, Pacheco também decidiu que vai unificar os requerimentos para duas CPIs que já foram abertas, que pretendem investigar a atuação de ONGs na região da Amazônia e também a alta do desmatamento e crimes ambientais.
A leitura dos requerimentos significa que as CPIs foram abertas pela presidência do Senado. O passo seguinte seria a indicação dos senadores que vão compor os colegiados, pelos blocos partidários, e na sequência a instalação, com a eleição da cúpula das comissões. Na terça-feira (5), no entanto, os líderes partidários decidiram em reunião, convocada e com a presença de Pacheco, que vão segurar a instalação da CPI do MEC e as outras duas até a conclusão das eleições de outubro. A oposição promete ir ao Supremo Tribunal Federal para tentar dar início aos trabalhos da comissão.






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