Os dois pilares da rota do tráfico: quem são Ana Paraguaya e Gustavo Miranda

Segundo a polícia, eles eram peças complementares de um mesmo esquema criminoso

A Polícia Civil do Rio prendeu, nesta quarta (2) e quinta-feira (3), duas figuras centrais responsáveis pelo tráfico de armas e drogas em uma rota compartilhada entre as facções criminosas Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Ana Lúcia Ferreira, a Ana Paraguaya, e Gustavo Miranda de Jesus eram, segundo os investigadores, peças complementares de um mesmo esquema criminoso, ela na logística e nos contatos com fornecedores e ele na contabilidade da lavagem de dinheiro.

Quem é Ana Paraguaya?

Ana Lúcia Ferreira, conhecida como Ana Paraguaya, foi presa em Taubaté, no interior de São Paulo. Segundo a polícia, ela operava havia pelo menos uma década uma rota terrestre que cruzava a fronteira com o Paraguai, passando por Ponta Porã (MS), Minas Gerais e São Paulo até chegar às comunidades cariocas, muitas vezes escondendo armas e drogas em caminhões com cargas comuns, como alimentos.

Ana foi casada com Elton Leonel Rumich da Silva, o Galã, chefe do PCC na fronteira. Recentemente, estava mantendo um relacionamento com Fhillip da Silva Gregório, o Professor, chefe do CV no Complexo do Alemão que morreu no mês passado. No Rio, seu principal contato era Gustavo Miranda de Jesus, também preso nesta fase da investigação.

Nas redes sociais, Ana ostentava uma rotina de luxo, com viagens, restaurantes caros e um carro importado, que foi apreendido durante a operação.

Gustavo Miranda de Jesus, braço direito do ‘Professor’

Gustavo Miranda de Jesus | Reprodução

No Rio, os agentes prenderam Gustavo Miranda de Jesus, na Pavuna, Zona Norte da capital. Considerado o braço financeiro da organização, ele é acusado de lavar mais de R$ 250 milhões movimentados pelo tráfico.

De acordo com as investigações, Gustavo utilizava eventos em comunidades, empresas de fachada e contas bancárias em nome de parentes para ocultar a origem ilícita do dinheiro. Em áudios obtidos pela polícia, ele admite que bares e choperias eram usados apenas como cobertura para operações de lavagem.

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