A Polícia Civil investiga Mauro Davi Nepomuceno dos Santos, o Oruam, por tentativa de homicídio contra um delegado e um oficial de cartório durante uma operação no bairro do Joá, na Zona Oeste do Rio. O caso está sob responsabilidade da 16ª DP (Barra da Tijuca).
De acordo com o inquérito, divulgado pela Folha de S. Paulo, Oruam e um grupo de amigos teriam arremessado pedras contra o veículo onde estavam o delegado Moyses Santana e o oficial Alexandre Ferraz, enquanto os agentes cumpriam um mandado de busca contra um adolescente suspeito de ligação com o tráfico.
Os policiais estavam no local para apreender o Menor Piu, apontado como segurança de Edgar Alves de Andrade, o Doca, um dos chefes do Comando Vermelho. Durante a tentativa de colocá-lo na viatura, o cantor teria iniciado uma série de xingamentos contra os agentes.
“Delegado da Civil! Ei, Moysés! Tu é czão! Filha da pta! Tá tudo gravado! Você é covarde!”, gritou Oruam na ocasião.
Em seguida, pessoas que estavam no jardim da residência passaram a lançar pedras contra a equipe policial, e um dos agentes foi atingido. No tumulto, o adolescente conseguiu abrir a porta da viatura e fugiu, mas acabou se entregando posteriormente.
Prisão e acusações
Após os ataques, a Justiça expediu um mandado de prisão contra Oruam, que se entregou na tarde de terça-feira (22).
O músico responde por tráfico de drogas, associação ao tráfico, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal.
Na quarta-feira (23), a Justiça manteve a prisão do trapper, que foi classificado como preso de “alta periculosidade” ao dar entrada no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste. Oruam foi incluído no nível 2 de um total de 4, de acordo com a escala usada na unidade prisional.
O artista é filho do traficante Marcinho VP, preso por homicídio, tráfico e formação de quadrilha. Ele é considerado pela Polícia um dos principais líderes do Comando Vermelho. Nas plataformas de música, ele acumula mais de 10 milhões de ouvintes mensais.







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